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Seminário “Global Governance in Hard Times: The case of regional development banks” terá lugar em 9 de novembro de 2022


Global Governance in Hard Times: The case of regional development banks

 

O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/ISEG/ULisboa) convida todos os interessados a assistir ao seminário “Global Governance in Hard Times: The case of regional development banks”, com Susan Park, professora de Global Governance na Universidade de Sydney, no dia 9 de novembro pelas 15h (horário de Lisboa), presencialmente na sala 110 do edifício Francesinhas 1 do ISEG – Lisbon School of Economics and Management ou pelo Zoom, com entrada livre.

Susan Park tem dedicado a sua investigação à articulação de normas informais em organizações internacionais, ao governo transnacional do ambiente e aos bancos regionais de desenvolvimento. O seu último livro, “The Good Hegemon: US Power, Accountability as Justice, and the Multilateral Development Banks”, discute a norma de responsabilização e a influência dos EUA nos bancos multilaterais de desenvolvimento.

Para saber mais sobre a autora, clique aqui.

O seminário partirá da premissa de que os bancos regionais de desenvolvimento são agentes económicos muitas vezes ignorados ou menosprezados nos estudos sobre o governo do desenvolvimento internacional. Com os desafios criados pela pandemia e pela guerra, torna-se urgente revisitar estas organizações.

O evento é organizado por Luís Pais Bernardo, investigador do CEsA (CSG/ISEG/ULisboa) e professor auxiliar convidado na FE-UC.

Acesso Zoom: clique aqui.

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução

CEsA inaugura cineclube “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”


Cinema e Descolonização: Moçambique em foco

O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA) inaugura o Projeto “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”, com projeções regulares de filmes em formato cineclube, onde se pretende debater e refletir sobre os legados e as memórias da descolonização em Moçambique.

As projeções terão lugar uma vez por mês, de novembro de 2022 a julho de 2023, no ISEG – Lisbon School of Economics and Management – Auditório da Caixa Geral de Depósitos. Cada sessão contará com a presença de artistas envolvidos na realização dos filmes, bem como de investigadores e moderadores indicados pelo CEsA.

 

Sobre o Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”
Urge entender a descolonização como um processo ainda em curso, que é preciso aceitar e integrar na dinâmica social, política, cultural e pessoal. O projeto visa criar um espaço de partilha, aberto e dinâmico, em que possam surgir memórias, narrativas, diálogos e reflexões. Tem coordenação da investigadora Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e curadoria da investigadora e realizadora moçambicana Isabel Noronha e cineasta Camilo de Sousa.

Coordenação: Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa)
Curadoria: Isabel Noronha e Camilo de Sousa
Consultoria científica: Joana Pereira Leite (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Ana Mafalda Leite (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa)
Apoio: CEsA/CSG/ISEG/ULisboa

 

Primeira sessão – O Tempo dos Leopardos (Zdravko Velimirovic, 1985, Ficção, 91 min.)

Cinema e Descolonização: Moçambique em foco - O tempo dos Leopardos

A primeira sessão, com projeção de “O Tempo dos Leopardos” (Zdravko Velimirovic, 1985, Ficção, 91 min.), terá lugar no dia 5 de novembro de 2022, às 10h30, no ISEG – Lisbon School of Economics and Management – Auditório da Caixa Geral de Depósitos. Seguir-se-à o debate com a contraparte moçambicana do filme, nomeadamente o assistente de realização Camilo de Sousa e o roteirista Luís Carlos Patraquim, juntamente com a investigadora Iolanda Vasile (Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra).

O filme será reproduzido em português, com legenda em inglês. Não há registo nem inscrição prévia.

 

Sinopse de “O Tempo dos Leopardos”
Moçambique, 1971. Um grupo de guerrilheiros moçambicanos, liderado por Pedro (Santos Mulungo), luta contra o sistema colonial português e enfrenta também tensões e traições internas ao movimento de libertação. Um filme épico e um drama político sobre a luta de libertação e a descolonização.

 

Clique na imagem abaixo para aceder a folha de sala do filme:

Cinema e Descolonização: Moçambique em foco - Folha de Sala

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique na imagem abaixo para aceder o livrete do filme:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira a programação de filmes do Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco” para 2023

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução

Seminário In Progress 4 abre chamada para envio de resumos até 25 de outubro


In Progress 4 - 4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África

In Progress 4
4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África
28-29 de novembro, 2022

Chamada para Resumos. Prazo: 25 de outubro de 2022

O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) tem o prazer de anunciar a realização do In Progress – 4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África, que terá lugar nos dias 28 e 29 de novembro de 2022 na Lisbon School of Economics and Management (ISEG/ULisboa), Anfiteatro 4 (Rua do Quelhas 6, 4º piso, Lisboa, Portugal).

O Seminário é dirigido a estudantes de mestrado e doutoramento e propõe um espaço de reflexão dos estudos sociais sobre a África contemporânea e o seu desenvolvimento. Outro objetivo prende-se com o de identificar quais as áreas temáticas, que ao presente, mais interesse vêm suscitando aos investigadores, a fim de se poder reter a real dimensão do saber, nos vários domínios e matérias.


Os interessados deverão enviar um resumo do trabalho a apresentar, até ao dia 25 de outubro de 2022. Os resumos não devem exceder as 500 palavras e deverão ser redigidos em Times New Roman, tamanho 12 e espaço 1,5. O envio dos resumos deverá ser feito para o seguinte endereço de correio electrónico: in.progress.seminars@gmail.com


A resposta sobre a aceitação de resumos será feita até o dia 3 de novembro de 2022.

Conferência de Encerramento: Cláudia Castelo (ICS/ULisboa)

Comissão Científica: Iolanda Évora (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), João Estêvão (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), Sónia Frias (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Alexandre Abreu (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa).

Comissão Organizadora: Iolanda Évora (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), Sónia Frias (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Sílvia Amaral (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa).

Prazos

Envio dos resumos: até 25 de outubro de 2022
Aceitação dos resumos: 3 de novembro de 2022
In Progress 4: 28 e 29 de novembro de 2022

Contactos

CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento

Lisbon School of Economics and Management (ISEG)
Rua Miguel Lupi, nº20
1249-078 Lisboa
Portugal
Telefone: +351 21 392 5983

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução

As (im) pertinências do método. Metodologia participativa e o estudo sobre a Afrodescendência em Portugal

As (im) pertinências do método. Metodologia participativa e o estudo sobre a Afrodescendência em Portugal


Resumo:

O anúncio da Década dos Afrodescendentes (2015-2024) pela ONU, chamou a atenção para a presença dos afrodescendentes na Europa, incluindo em Portugal, como parte da configuração social contemporânea do continente. Porém, o foco sobre estas pessoas tem se sustentado, sobretudo, em teorias e representações de subalternidade e exclusão que não as reconhecem como novos sujeitos políticos numa Europa que já não é mais a preto e branco. Estes sujeitos politicamente híbridos, no sentido histórico e cultural, trazem desafios teóricos-epistemológicos e metodológicos às ciências sociais, pois, as suas visões, paradigmas e formas de viver escapam às lentes tradicionais das abordagens que os associam aos imigrantes ou refugiados. Propomos que na abordagem ao tema da Afrodescendência, o método é central e determinante dos resultados, da função ética e do sentido da pesquisa social sobre sujeitos contemporâneos emergentes. Argumentamos a favor da metodologia participativa, refletindo sobre a sua pertinência num contexto em que as pessoas da situação pesquisada são sujeitos críticos nos seus campos de intervenção/ação que rejeitam ser reduzidos a meros objetos de estudo. Analisamos os processos de negociação no terreno concluindo sobre a contribuição deste projeto para o diálogo entre académicos e os coletivos afrodescendentes. As (im)pertinências do método. Metodologia participativa e o estudo sobre a Afrodescendência em Portugal insere-se no debate sobre a democratização do conhecimento, sustentado, em particular, pelas perspetivas críticas que se baseiam em estudos sobre sujeitos contemporâneos emergentes.

 

Citação:

Évora, Iolanda. “As (im)pertinências do método. Metodologia participativa e o estudo sobre a Afrodescendência em Portugal”, In: Yao, Jean-Arséne, Victorien Lavou Zoungbo et Luis Mancha San Esteban, eds. Forthcoming. Representations collectives croisées: Afriques, Amériques et Caraibes. Xix-xxi siècles. III GRELAT. Actas do Colóquio. Madrid: UAH Editora, 167-176. ISBN:978-84-18254-12-3.

The Routledge Handbook on EU-Africa Relations

The Routledge Handbook of EU-Africa Relations


Resumo:

Este manual fornece uma visão abrangente da dinâmica em mudança na relação entre o continente africano e a UE, fornecida pelos principais peritos na matéria. Estruturado em cinco partes, o manual fornece um olhar incisivo sobre o passado, o presente e o futuro potencial das relações UE-África. Os capítulos de vanguarda abrangem temas como o multilateralismo, assistência ao desenvolvimento, instituições, igualdade de género e ciência e tecnologia, entre outros. Investigado exaustivamente, este livro fornece reflexões originais a partir de uma diversidade de perspectivas conceptuais e teóricas, de especialistas em África, Europa e mais além. O manual oferece assim análises ricas e abrangentes da política global contemporânea, tal como se manifesta em África e na Europa. O Routledge Handbook of EU-Africa Relations será uma referência essencial para académicos, estudantes, investigadores, decisores políticos e profissionais interessados e que trabalham em diversos campos dentro das (sub)disciplinas dos estudos africanos e da UE, política europeia e estudos internacionais. The Routledge Handbook of EU-Africa Relations, de Luís Mah, Nial Duggan e Toni Haastrup faz parte da mini-série Europe in the World Handbooks examining EU-regional relations e foi estabelecido pelo Professor Wei Shen.

 

Citação:

Mah, Luís, Duggan, Nial & Haastrup, Toni (2021). The Routledge Handbook of EU-Africa Relations. Routledge. ISBN 9781315170916.

Jovens, processos identitários e sociedades em movimento: um olhar alternativo sobre os movimentos sociais urbanos emergentes na cidade da Praia – Cabo Verde

Jovens, processos identitários e sociedades em movimento


Resumo:

A República de Cabo Verde conquistou a independência em 1975 e abraçou a democracia liberal em 1991, o que foi considerado como um exemplo em África em matéria de democracia e de boa governação. Ainda assim, aproveitando os ventos de contestação mundial pós-2008, começaram a surgir na capital do país vários tipos de protestos públicos, tendo como protagonistas jovens urbanos. Estes protestos coincidiram com um conjunto de situações denunciadas por vários relatórios e estudos académicos: situações de estrangulamento da sociedade civil fruto da bi-partidarização da vida social; perceção de insegurança urbana e de uma onda generalizada de corrupção; desconfiança dos cidadãos em relação às instituições públicas e políticas; mercantilização do voto; relação ambígua entre ativistas político-partidários e grupos de jovens armados em período eleitoral; denúncias de financiamentos de facões nacionais do narcotráfico a partidos políticos, etc. Com Jovens, processos identitários e sociedades em movimento: um olhar alternativo sobre os movimentos sociais urbanos emergentes na cidade da Praia – Cabo Verde, com base num conjunto de trabalhos etnográficos desenvolvidos desde 2008 no contexto juvenil urbano da Praia, tenciona-se analisar o contexto do surgimento destes novos tipos de protestos sociais e políticos organizados em coletivos de jovens que se autointitulam filhos e netos de Amílcar Cabral, em que suportados por discursos contra-coloniais, apelam a uma segunda libertação e (re)africanização do espírito e das mentes.

 

Citação:

Lima, R.W. (2020). “Jovens, processos identitários e sociedades em movimento: um olhar alternativo sobre os movimentos sociais urbanos emergentes na cidade da Praia – Cabo Verde”. In: Jesus, L.S.B.; Barros, M.; Filice, R.C.G. (Orgs.), Tecendo redes antirracistas II: contracolonização e soberania intelectual. Fortaleza: Imprensa Universitária, p. 116-136.

A Previdência Social

A Previdência Social


Resumo:

A década de 60 correspondeu a um progresso inequívoco na evolução institucional, cobertura material e pessoal do sistema da Previdência Social, na qual a Lei 2115, que instituiu a Reforma da Previdência Social de 1962 – que vigorou como Lei de Bases até 1984 -, é absolutamente central. Os dados estatísticos corroboram esta afirmação, inclusive demonstram o crescimento da despesa social e o crescente papel do Estado, também como financiador e não com uma mera intervenção supletiva. O artigo analisa a evolução da Previdência Social nos anos 60, sublinhando a lógica de continuidade entre a governação de Salazar e de Marcelo Caetano. Tendo por base a Reforma da Previdência Social, iniciada em 1962, foram inequívocos os progressos ao nível da cobertura pessoal e material, com a inevitável consequência de um forte crescimento da despesa social ao longo da década. Para tal, muito contribuiu a universalização do sistema, com o alargamento da Previdência aos rurais, já com Marcelo Caetano, que teve um impacto significativo no sistema, mas também na sociedade portuguesa. As mudanças no domínio da política social cumpriram uma função legitimadora do Estado Novo na sua desejada evolução para um Estado Social e marcam o início da convergência com os Estados Providência europeus. Agradecemos reconhecidos aos Professores João Freire e Álvaro Garrido a leitura do texto inicial deste artigo e os relevantes contributos que deram para a sua versão final.

 

Citação:

“Rodrigues, Cristina & Carolo, Daniel (2020). “A Previdência Social”. In Brito, José Maria Brandão de Brito & Santos, Paula Borges (Coords.) Os Anos Sessenta em Portugal. Duas governações, diferentes políticas públicas. Porto: Afrontamento”

Manual de Introdução a construção de indicadores de monitorização

Manual de Introdução à Construção de Indicadores de Monitorização


Resumo:

Manual de Introdução a construção de indicadores de monitorização é um instrumento de trabalho e de formação para os técnicos de instituições públicas e privadas, nacionais ou internacionais que trabalhem na área do desenvolvimento e das políticas públicas. O seu objetivo é permitir que os técnicos desenvolvam capacidades de pensar em indicadores adequados aos projetos e políticas da sua área de intervenção. O nível técnico é de introdução ao tema, não se aprofundando por exemplo indicadores sobre gestão de empresas, finanças ou macroeconomia, não sendo necessário nenhuns conhecimentos de matemática ou estatística prévios além do básico e do bom senso. Contém capítulos com parte teórica e parte prática, através de exemplos aplicáveis na Guiné-Bissau, sobre indicadores simples e compostos, quantitativos e qualitativos, de curto e de longo prazo, amostragem e estatística descritiva. Uma vez que esta versão é elaborada para a Guiné-Bissau, no último capítulo procurou-se refletir a partir dos ensinamentos do Manual sobre a construção de indicadores que estão incluídos no Pacto de Estabilidade Política e Social (Pacto), assinado em 2018, como exemplo de uma área multidisciplinar com interesse fundamental para o país.

 

Citação:

Sangreman, Carlos (2021). Manual de Introdução a construção de indicadores de monitorização, PNUD/UNIOGBIS, Delegação da Guiné-Bissau, 2020. Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) e Tiniguena.

Teses e Dissertações I jornadas da investigação académica


I Jornadas da Investigação Académica

 

No dia 22 de outubro de 2022 (sábado), a consultora Smart We Go será anfitriã do Workshop Teses e Dissertações – I jornadas da investigação académica.

As I Jornadas da Investigação Académica surgem como resposta ao tão temido e, simultaneamente, desejado momento da elaboração dos relatórios de estágio, teses de mestrado ou dissertações de doutoramento. 

Efetivamente, são cada vez mais os alunos que se defrontam com sérias dificuldades na criação da estrutura, na pesquisa e recolha de bibliografia, no desenvolvimento do chamado “estado de arte” e da operacionalização da investigação. 

Neste sentido, a Smart We Go Consulting organiza e promove um workshop conduzido e coordenado pela Prof. Dra. Raquel Faria, com o objetivo de preparar os alunos do ensino superior para este desafio, tornando-os autónomos nas diferentes fases que a investigação exige.

Criando um roteiro de investigação, ao longo destas I Jornadas serão abordados momentos-chave: identificação do tema e delimitação do estudo; planeamento e calendarização; recolha de informação; investigação e suas técnicas; instrumentos de investigação; citação e referenciação bibliográfica, e redação.

 

Com coordenação da Prof. Dra. Raquel Faria (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), este workshop tem como objetivo de preparar os alunos do ensino superior para os momentos de elaboração de projetos de investigação.

Saiba mais aqui.

COVID-19 and Human Rights in a Fragile State: Guinea-Bissau

Covid-19 and Human Rights in a Fragile State: Guinea-Bissau


Resumo:

COVID-19 and Human Rights in a Fragile State: Guinea-Bissau visa estudar a situação dos Direitos Humanos durante a pandemia de Covid-19 na Guiné-Bissau, entre Janeiro de 2020 e Janeiro de 2022. A investigação organizou um inquérito às famílias, outro às empresas e outro aos vendedores de mercado/rua sobre os efeitos da pandemia e as medidas decretadas pelo Governo e pela Presidência para a conter. Foi também organizada uma audição pública, com várias entidades do Alto Comissariado a sindicatos, jornalistas, estudantes, associações de mulheres, e à Polícia da Ordem Pública, para informação sobre como cada instituição viu a sua situação e acção neste período. As conclusões da análise de todos estes dados qualitativos e quantitativos permitem-nos afirmar que a) os actores sociais concordaram com as principais medidas que as autoridades tomaram para conter a doença; b) a queixa obrigatória foi a falta de qualquer apoio das autoridades às famílias, empresas e vendedores: c) a fragilidade da Guiné-Bissau tem um peso social tal que uma doença que matou menos pessoas do que a malária, a diarreia ou a tuberculose, não superou os problemas de direitos humanos decorrentes da pobreza, da fragilidade institucional e dos baixos rendimentos em geral.

 

Citação:

Sangreman, C., Faria, R. T., & Turé, B. (2022). COVID-19 and Human Rights in a Fragile State: Guinea-Bissau. In P. Andrade, & M. Martins (Ed.), Handbook of Research on Urban Tourism, Viral Society, and the Impact of the COVID-19 Pandemic (pp. 341-360). IGI Global. https://doi.org/10.4018/978-1-6684-3369-0.ch018


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