Working papers

Working Paper 17/1989: Agricultura e desenvolvimento


A política seguida na introdução das biotecnologias nos países em desenvolvimento durante as últimas décadas, acompanhou de perto o evoluir dos conceitos e teorias sobre a problemática do desenvolvimento. Perante a penúria alimentar dos PVD ‘s criada pela explosão demográfica a partir de um controle mais efectivo da mortalidade, sobretudo da mortalidade infantil, sentiu-se a necessidade de aumentar rapidamente a produção alimentar naqueles países. Numa primeira fase do que ficou conhecido corno “Revolução Verde”, assistiu-se a uma intensificação do sector agro-alimentar de alguns PVD’s, nomeadamente na Asia e América Latina. Esta intensificação, baseou-se na irnportação massiça de tecnologia, “imputs” e “know-how” dos países mais industrializados, recorrendo a novas variedades de cereais de alto rendimento obtidas por técnicas de cruzamento, hibridação e polinização artificial. A politica seguida manifestou- se concordante com os conceitos de desenvolvimento então dominantes e baseados no “paradigma convencional” (isolamento da dimensão económica e universalidade do padrão de desenvolvimento), defendendo um rápido crescimento económico seguindo o modelo dos países industrializados. Nos programas de desenvolvimento apoiados pelo FMI e Banco Mundial, o papel destas instituições é importante não só pela sua capacidade financiadora, como pelos acordos firmados com os governos dos PVD’s a que se destinam esses programas, dando confiança às instituições financeiras internacionais privadas que podem assim participar nesses programas.

Working Paper 16/1989: As matérias primas minerais para o século XXI


Nestas últimas décadas, a produção de matérias primas minerais, tem aumentado continuamente. Certas baixas, por vezes, observadas para alguns minérios, são de carácter cíclico, não afectando a configuração geral da curva de crescimento. Por outro lado, tem-se assistido ao esgotamento de jazidas de minérios com teores elevados, algumas delas que desempenharam relevante papel na história mineira do mundo. A garantia do fornecimento de produtos minerais no mundo super-povoado do século XXI, será pois um ponto que merece séria ponderação.

Working Paper 15/1989: A participação das empresas portuguesas em projectos industriais nos países da África Subsaariana: 1987-89


Nos últimos três anos tem-se assistido a um crescente envolvimento de empresas portuguesas em projectos industriais nos países da Africa subsaariana. Esta participação assume diferentes formas e graus de intervenção: desde a elaboração de estudos de viabilidade, a projectos de assistência técnica, reabilitação, acções de formação e à constituição de joint ventures com parceiros africanos. O objectivo deste trabalho é o de demonstrar que estas intervenções das empresas nacionais contribuem positivamente para as economias daqueles países, ao mesmo tempo que constituem acções estratégicas para a diversificação das suas actividades em outros mercados menos competitivos face ao previsível aumento da concorrência provocado pelo Mercado Único de 1993. No presente trabalho mostrámos que os projectos desenvolvidos, no âmbito do COI, pelas empresas europeias nos países ACP têm trazido uma contribuição positiva para as suas economias, nomeadamente através da criação de novas empresas, reabilitação de existentes, do investimento realizado, volume de emprego criado, pessoal formado, assistência técnica prestada, identificação e elaboração de projectos.

Working Paper 14/1990: Pobreza absoluta e desigualdades sociais, ajustamento estrutural e democracia na R.D. São Tomé e Príncipe


This article presents the results of an investigation which aimed to measure the degree of poverty of the wage-earning population of São Tomé and Príncipe. After a survey of the economic situation of São Tomé and Príncipe and the structural adjustment policy implemented since 1987, the author examines the social consequences of the country’s economic policy, notably the consequences for the distribution of income. This is done by applying a particular methodology in order to determine the proportion of income spent on food. It was found that social inequalities were considerable and the degree of poverty was high, notably in rural areas. The author suggests an alternative food pattern which would rely more on traditional food products. Through the adoption of such an alternative diet, the percentage of the population considered to be in a situation of poverty could decrease. Finally the author discusses the consequences of the structural adjustment programme for the process of democratization in the country.

Working Paper 13/1988: Situação económica da Guiné-Bissau: alguns problemas


Este trabalho pretende ser o resultado de uma reflexão em torno das politicas económicas levadas à prática, na Républica da Guiné-Bissau, após a sua independência. Partindo da situação económico-social vigente na época da independência, tentar-se-á evidenciar os objectivos propostos pelas autoridades Guineenses, referindo os métodos e instrumentos utilizados e analisando os resultados obtidos. Em conclusão parece-nos que o desenvolvimento da Guiné-Bissau assenta em duas palavras chave: produção e gestão. Sem uma resposta positiva da produção, as medidas de política económico-financeira tomadas estarão destinadas ao fracasso, e os sacrifícios exigidos à população terão sido em vão. Por outro lado, só uma gestão correcta e eficaz a todos os níveis da actividade económica e começando pelo próprio Estado, conduzirá a uma melhoria significativa da situação socio-económica da Guiné-Bissau.

Working Paper 12/1988: Tecnologia e desenvolvimento: os velhos e os novos desafios


Neste trabalho será nossa preocupação fundamental, a circulação de tecnologias interfronteiras, nomeadamente a transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento, numa altura em que novos desafios parecem proporcionar novas esperanças para esses países africanos.

Working Paper 11/1988: Tradição e mutação na África contemporânea: o desenvolvimento económico em causa


O relativo fracasso das políticas de desenvolvimento aplicadas em África desde os anos 60, com a ajuda de pesados aparelhos burocráticos e planos ambiciosos, levou à crítica das “teorias da modernização”, quer baseadas nas postulados neoclássicos e neokeynesianos, quer assentes nos axiomas marxista e neomarxista que serviram de referência às diversas modalidades da chamada “transição para o socialismo”. Todavia a imensa maioria da literatura crítica das “teorias da modernização” concentra a sua atenção nos paradigmas de inspiração neoclássica e neokeynesiana, evocando argumentos cuja pertinência não deixa de encontrar justificação.

Working Paper 10/1988: Zona Franco e sistema bancário africano


A Zona Franco, ou mais correctamente, as duas sub-zonas franco começaram por ser um espaço geograficamente definido ·entre a França ·e as suas colónias africanas onde. se procedia livremente as transferências comerciais e financeiras. Depois de 1966, com a liberalização dos fluxos financeiros entre a França e os restantes países, a caracterização das relações entre a França e as suas ex-colónias adquiriu um significado marcadamente monetário. Hoje a França define com seis países da África Central (Camarões, Congo, Gabão, República Centro Africana, Tchad e Guiné· Equatorial) e com sete países ·da África Ocidental (Costa do Marfim, Benin, Burkina, Faro, Niger, Senegal, Togol e Mali) uma zona monetária (a Zona Franco) cuja característica determinante é a convenção estabelecida entre o Banco Emissor destes Estados e o Tesouro francês, de constituição de uma “conta de operações”. A existência desta “conta de operações” permite a convertibilidade das moedas africanas em francos franceses no interior da Zona Franco (a uma taxa de câmbio fixa), assim como a gestão comum das reservas de ouro e divisas.

Working Paper 9/1988: Endividamento externo e crise financeira em África


O tema do endividamento externo e da crise financeira da África é em termos gerais, simultaneamente demasiado complexo e demasiado recente para que possa ser tratado com a profundidade desejável, para mais um trabalho deste tipo. Não obstante, é uma das vertentes mais importantes da situação particularmente difícil que vive a África neste momento podendo mesmo dizer-se que a partir dela se gera um novo tipo de integração global do Continente no Sistema Económico Mundial, não só pelos efeitos recessionistas a que o pagamento do serviço da dívida irá conduzir, mas também pela organização das economias em produtoras de divisas a todo o preço, pela mão do FMI. Isto se se admitir que não haverá uma alteração radical do Sistema Financeiro mundial o que é improvável. Vamos, portanto, analisar quais as características actuais do processo de endividamento dos PVD’s (I parte) e a forma como a África se enquadra neste processo (II parte). Por fim, tenta-se uma tipologia das situações de endividamento em África, para distinguir problemas particulares de endividamento do “problema” geral (III parte).

Working Paper 8/1985: Perspectivas de análise dos dados do 1º recenseamento da população em Moçambique: para uma reflexão sobre as assimetrias demográficas


O Conselho Coordenador de Recenseamento publicou uma brochura com dados do ‘1º Recenseamento Geral da População’, efectuado em Agosto de 1980. Daí a possibilidade de uma primeira abordagem desses dados neste Seminário sobre População e Desenvolvimento Rural. É nesta tentativa de análise dos resultados do 1º Recenseamento Geral da População em Moçambique, é nossa intenção focalizar alguns aspectos que abrirão caminho para várias outras perspectivas que possibilitarão análises certamente bem mais aprofundadas. Centraremos a nossa atenção nas principais Assimetrias Demográficas da República Popular de Moçambique.


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