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Development Studies Seminars 2025 | Projeção e Debate sobre o documentário “Memories in Exile”


Os Development Studies Seminars são uma iniciativa que, desde 1991, promove a investigação conduzida nas áreas de estudo do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional (MDCI) do ISEG e do Programa de Doutoramento em Development Studies (PDED) da Universidade de Lisboa

Development Studies Seminars 2025

Sessão de Projeção e Debate do documentário Memories in Exile
Oradores: Deji Akinpelu (realizador), Cosmas Ba-Ana-Itenebe (autor e produtor, CEsA/ISEG Research/ISEG), Jorge Malheiros (CEG/IGOT/ULisboa) e Sílvia Amaral (CEsA/ISEG Research)
Data
: 30 de Setembro de 2025 (terça-feira)
Hora: 18h00-20h00
Local: Auditório 2, 2.º Piso do Ed. Quelhas, ISEG (Entrada pela Rua do Quelhas 6 1200-731, Lisboa, Portugal)
Evento presencial e com entrada livre. O filme e o debate serão conduzidos em inglês.

 

Sinopse

O documentário de investigação centra-se na vida de pessoas deslocadas do nordeste da Nigéria que, apesar das adversidades e dos desafios do deslocamento, uniram os seus conhecimentos, trabalho e recursos limitados para reconstruírem as suas vidas. Através de esforços colaborativos com as comunidades de acolhimento e aproveitando a sua experiência agrícola, estabeleceram uma nova realidade económica: um mercado de feijão em plena expansão em Auta-Balefi, Karu, Estado de Nasarawa, Nigéria. Este esforço exemplifica adaptação, resiliência e inovação.

 

Trailer

 

Sobre os oradores

Deji Akinpelu (realizador)

Deji Akinpelu é documentarista, ator e ativista. Seus filmes são baseados em investigação e se concentram no desenvolvimento urbano e no património. É co-fundador do Rethinking Cities Initiative, um fórum colaborativo de profissionais das artes, dos media e do planeamento urbano. É Artist-In-Residence Fellow no Lagos African Cluster Centre, da IADS, Universidade de Lagos.

 

Cosmas Aloyie Ba-Ana-Itenebe (autor e produtor, CEsA/ISEG Research/ISEG)

Cosmas Ba-Ana-Itenebe tem formação em Ciência Política, Diploma Internacional em Assistência Humanitária pela Fordham University, EUA, e Mestrado em Conflito, Governança e Desenvolvimento Internacional na University of East Anglia, Reino Unido. Atualmente, é candidato ao doutoramento em Estudos de Desenvolvimento no ISEG (Universidade de Lisboa) e investigador do CEsA (CSG/ISEG-ULisboa). A sua tese de doutoramento explora as barreiras estruturais e as estratégias de enfrentamento das pessoas deslocadas internamente pela insurgência do Boko Haram na Nigéria.

 

Sílvia Amaral (CEsA/ISEG Research/ISEG)

Sílvia Amaral é doutoranda em Estudos do Desenvolvimento no ISEG (Universidade de Lisboa). A sua investigação versa sobre a urbanização no continente africano, ligada às causas e consequências dos conflitos armados, sobretudo em Moçambique.

 

Jorge Malheiros (CEG/IGOT/ULisboa)

Jorge Malheiros tem licenciatura em Geografia, mestrado em Geografia Humana e Planeamento Regional e Local, e doutoramento em Geografia Humana, pela Universidade de Lisboa. É investigador e co-coordenador do Grupo de Investigação ZOE do CEG – Centro de Estudos Geográficos do IGOT – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidad de Lisboa, onde também desempenha as funções de professor associado. Desenvolve investigação nas áreas dos estudos sociais urbanos, da geopolítica, da demografia e das migrações.

 

 


Nota sobre o processamento de dados pessoais no contexto do presente evento:
Fotografias e/ou imagens audiovisuais, individuais ou coletivas, podem ser tiradas e/ou transmitidas ao vivo durante o evento. As fotografias e vídeos podem ser publicados no site do CEsA ou do ISEG, nos media e redes sociais, bem como nas plataformas online de organizações parceiras. As fotografias e os vídeos podem ser reproduzidos em vários meios, incluindo publicações do CEsA ou do ISEG, redes sociais e imprensa, no âmbito de um evento específico, ou para outros fins institucionais, bem como para atividades promocionais.

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução

Conferência 50 Anos da Literatura Moçambicana traz Mia Couto, Marcelo Panguana e outros grandes nomes da literatura, das artes e da academia a Lisboa. Consulte o Programa Completo


 

O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa) e a Universidade Eduardo Mondlane têm o prazer de anunciar a realização da Conferência “50 Anos da Literatura Moçambicana: Percursos e Práticas Criativas”, que terá lugar nos dias 9 e 10 de outubro na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45A, 1067-001 Lisboa). Consulte o Programa Completo.

Com Mia Couto e Marcelo Panguana – dois dos mais destacados escritores contemporâneos de língua portuguesa – como keynote speakers, e a cantora Selma Uamusse como atração musical, o programa inclui ainda a participação de 30 escritores, artistas e docentes universitários de Portugal e de Moçambique.

  • Entrada livre. Não haverá chamadas de comunicação universitária e académica.
  • Registo gratuito. Formulário de Inscrição:

 

Sobre a Conferência

No ano em que se comemoram 50 anos da criação curricular das Literaturas Africanas na Universidade Portuguesa (FLUL-ULisboa) esta Conferência, programada para dois dias, promovida pelo CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG Research/ISEG-ULisboa), em parceria e colaboração organizativa com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) de Moçambique, será constituída por quatro mesas-redondas temáticas. Vai integrar simultaneamente escritores/as, artistas, docentes universitários de Portugal e de Moçambique, a fim de apresentar e discutir os desenvolvimentos nas prática criativa e investigativa das literaturas africanas, centralizando-se na discussão e desenvolvimento em torno da Literatura Moçambicana ao longo de cinquenta anos – enquanto exemplo singular no quadro das literaturas africanas de língua portuguesa – e suas propostas para o futuro. Integraremos também a colaboração de especialistas de Literaturas Africanas, em especial da Literatura Moçambicana, em parceria com Universidades europeias (Bayreuth e Sorbonne Nouvelle) e brasileiras (Unicamp – Universidade Estadual de Campinas).

A Conferência de dois dias 50 Anos da Literatura Moçambicana: Percursos e Práticas Criativas ao incluir escritores/as, editores/as, cineastas e artistas, procurará evidenciar a dimensão criativa, enquanto propulsionadora da dimensão investigativa. Os diferentes intervenientes irão trazer testemunhos e posicionamentos sobre um passado recente, que perfaz meio século, nos domínios da criação, ensino, edição, tradução, e um futuro que se promete com novas propostas a partir das experiências dos mais jovens.

Comissão Organizadora:
Ana Mafalda Leite (FLUL/ULisboa e CEsA/ISEG Research/ISEG/ULisboa)
Lucílio Manjate (UEM)

Comissão Científica:
Ana Mafalda Leite (FLUL/ULisboa e CEsA/ISEG Research/ISEG/ULisboa)
Egídia Souto (Sorbonne Nouvelle)
Elena Brugioni (UNICAMP)
Elídio Nhamona (UEM)
Jessica Falconi (FLUL/ULisboa e CEsA/ISEG Research/ISEG/ULisboa)
Joana Pereira Leite (CEsA/ISEG Research/ISEG/ULisboa)
José Camilo Manusse (UEM)
Lucílio Manjate (UEM)
Ute Fendler (University Bayreuth)

Apoio:
Fundação Calouste Gulbenkian
ISEG/Universidade de Lisboa
CEsA/ISEG Research

 


Nota sobre o processamento de dados pessoais no contexto do presente evento:

Fotografias e/ou imagens audiovisuais, individuais ou coletivas, podem ser tiradas e/ou transmitidas ao vivo durante o evento. As fotografias e vídeos podem ser publicados no site do CEsA, do ISEG ou da Gulbenkian, nos media e redes sociais, bem como nas plataformas online de organizações parceiras. As fotografias e os vídeos podem ser reproduzidos em vários meios, incluindo publicações do CEsA, do ISEG e da Gulbenkian, redes sociais e imprensa, no âmbito de um evento específico, ou para outros fins institucionais, bem como para atividades promocionais.

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: Reprodução

CEsA e ANIGB lançam ebook sobre o comércio informal de produtos agrícolas na Guiné-Bissau


 

O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG Research/ISEG-Universidade de Lisboa) e a ANIGB – Associação Nacional de Inquiridores da Guiné-Bissau lançaram, em agosto de 2025, o ebook Circuitos de Comercialização Informal de Produtos Agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de Análise. A publicação é da autoria dos investigadores Carlos Sangreman (CEsA/ISEG Research/ISEG-Universidade de Lisboa) e João Vaz (ANIGB e Liga Guineense dos Direitos Humanos).

O estudo analisa, com base em uma investigação no terreno, as estratégias, os desafios e as lógicas de funcionamento adotadas por vendedores – em grande parte mulheres – que asseguram não só o abastecimento urbano, como também a subsistência de milhares de famílias guineenses. 

O ebook está disponível para download gratuito (aqui).

Resumo Circuitos de Comercialização Informal de Produtos Agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de Análise:

Este livro analisa os circuitos informais de comercialização de produtos agrícolas na Guiné-Bissau com base numa investigação de terreno realizada em todas as regiões do país. Através de dados quantitativos e qualitativos, o estudo revela estratégias, desafios e lógicas de funcionamento adotadas por vendedores — sobretudo mulheres — que asseguram o abastecimento urbano e a subsistência de milhares de famílias. Com enfoque na economia informal feminina, evidencia práticas de resistência, solidariedade comunitária e exclusão. O livro oferece ainda recomendações para políticas públicas que reconheçam e valorizem este setor vital.

 

Descarregue o e-book aqui:

Circuitos de Comercialização Informal de Produtos Agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de Análise

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução

Circuitos de Comercialização Informal de Produtos Agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de Análise


Resumo:

Este livro analisa os circuitos informais de comercialização de produtos agrícolas na Guiné-Bissau com base numa investigação de terreno realizada em todas as regiões do país. Através de dados quantitativos e qualitativos, o estudo revela estratégias, desafios e lógicas de funcionamento adotadas por vendedores — sobretudo mulheres — que asseguram o abastecimento urbano e a subsistência de milhares de famílias. Com enfoque na economia informal feminina, evidencia práticas de resistência, solidariedade comunitária e exclusão. O livro oferece ainda recomendações para políticas públicas que reconheçam e valorizem este setor vital.

Citação:

Sangreman, C., & Vaz, J. (2025, agosto). Circuitos de comercialização informal de produtos agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de análise. Lisboa: CEsA/ISEG Research/ISEG. ISBN 978-989-54687-7-5

Mozambique, 50 years (1975–2025): Does the struggle continue?


Resumo:

Este artigo revisita o célebre lema de Samora Machel, «A luta continua», para analisar os 50 anos da independência moçambicana (1975-2025). Sustenta que a luta anticolonial inicial se transformou numa série de conflitos internos prolongados. A partir da análise histórica e de uma perspectiva etnográfica de longo prazo, o artigo traça uma sequência de desafios: desde a viragem da FRELIMO para o marxismo-leninismo no pós-independência e a devastadora guerra civil com a RENAMO, até às pressões contemporâneas do capitalismo extrativista e à recente insurgência jihadista em Cabo Delgado. O artigo interpreta este último conflito como uma manifestação complexa de reivindicações locais expressas através de um idioma religioso. Conclui que, perante estas crises persistentes e uma eleição falhada em 2024, o lema revolucionário de Machel funciona agora como uma interrogação pungente sobre os dilemas contemporâneos ainda não resolvidos de Moçambique.

Citação:

Macagno, L. (2025), Mozambique, 50 years (1975–2025): Does the struggle continue?. Anthropology Today, 41: 21-24. https://doi.org/10.1111/1467-8322.70006

Claude Meillassoux dans la Révolution Mozambicaine


Resumo:

Este artigo nasceu de um projeto intitulado “Fontes para a História da Antropologia Económica: Claude Meillassoux em Moçambique”, que, entre janeiro e março de 2023, foi financiado pelo programa “Professor Visitante Sênior no Exterior” (Capes-Print-Ufpr – Capes 88887.757020/2022-00, Brasil). Diversas pessoas e instituições colaboraram nesta pesquisa durante seus três meses de duração. Agradeço aos meus colegas franceses que, estando próximos de Claude Meillassoux em algum momento de suas carreiras, me forneceram muitos conselhos e informações. Agradeço a Michel Cahen, Jacques Marchand, Antoine Bouillon, Ingolf Diener, Jean Copans, Michel Samuel, Jean-Loup Amselle e Christine Verschuur. É claro que quaisquer deficiências neste artigo são de minha exclusiva responsabilidade.

Citação:

Lorenzo Macagno, « Claude Meillassoux dans la révolution mozambicaine », L’Homme [En ligne], 253 | 2025, mis en ligne le 01 avril 2025, consulté le 18 août 2025. URL : http://journals.openedition.org/lhomme/51517 ; DOI : https://doi.org/10.4000/13olg

CEsA integra novo projecto de investigação sobre arquitectura, colonialismo e trabalho em África


O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG Research/ISEG – Universidade de Lisboa) associa-se a um novo projecto de investigação internacional que cruza arquitectura, antropologia e artes plásticas, com enfoque nas antigas colónias portuguesas em África: Conexões entre arquitectura, antropologia e artes plásticas: um estudo de caso (Matalana, Moçambique), coordenado pelo investigador associado do CEsA e professor na Universidade Federal do Paraná (Brasil), Lorenzo Macagno. Esta investigação integra o Programa de Cooperação ERC–CONFAP–CNPq–Fundação Araucária, que promove a participação de investigadores residentes no Brasil em projectos europeus financiados pelo European Research Council (ERC).

O trabalho do Professor Doutor Lorenzo Macagno desenvolve-se no quadro do ArchLabour – Architecture, Colonialism and Labour – The role and legacy of mass labour in the design, planning and construction of Public Works in former African territories under Portuguese colonial rule, coordenado por Ana Vaz Milheiro (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa). O ArchLabour procura compreender a construção de grandes obras públicas nas ex-colónias portuguesas a partir da perspectiva dos trabalhadores africanos, explorando as suas experiências, saberes e contributos.

A participação do CEsA no ArchLabour, através do projecto do Professor Doutor Lorenzo Macagno, reforça a cooperação com a Universidade Federal do Paraná, as instituições de financiamento científico brasileiras e ISCTE, criando novas oportunidades para o diálogo académico, a investigação conjunta e a partilha de resultados, e potenciando a produção de conhecimento interdisciplinar sobre os legados coloniais em África.

Leia mais:

TransatlanticLab: CEsA integra consórcio de universidades e instituições da Europa, África e Caraíbas em projecto Horizon Europe para investigar os legados do colonialismo

#DemocracyinAction! CEsA junta-se a consórcio europeu em projecto Horizon Europe de 3 milhões de euros para investigar a participação cívica e política através da cultura e das artes

 

Autoria: Comunicação CEsA (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) com informações do Professor Doutor Lorenzo Macagno
Imagem: Reprodução

 

TransatlanticLab: CEsA integra consórcio de universidades e instituições da Europa, África e Caraíbas em projecto Horizon Europe para investigar os legados do colonialismo


O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG RESEARCH/ISEG-Universidade de Lisboa), representado pela Professora Doutora Iolanda Évora, juntou-se a um consórcio de universidades e instituições da Europa, África e Caraíbas para desenvolver o projeto de investigação TransatlanticLab – Transatlantic crossroads Lab, que visa examinar, a partir de uma perspetiva material, as dinâmicas coloniais e pós-coloniais entre África, Europa e América desde o século XVI até à atualidade.

O projecto é liderado pelo Instituto de Historia (IH) do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha (CSIC), coordenado pela investigadora Consuelo Naranjo Orovio (CSIC/Instituto de História) e financiado pelo programa Marie Sklodowska-Curie Staff Exchange (MSCA-SE), no âmbito do principal programa de financiamento da UE para investigação e inovação – Horizon Europe (2021–2027). As ações MSCA-SE promovem a colaboração internacional, intersetorial e interdisciplinar em investigação e inovação através da mobilidade de pessoal e, consequentemente, da troca de conhecimento em todas as fases do processo científico.

TransatlanticLab – Transatlantic crossroads Lab

O TransatlanticLab procura evidenciar como o colonialismo europeu, desde o século XVI, transformou as sociedades do Caribe e de África, alterando os seus ecossistemas e paisagens e gerando padrões de impacto ambiental com variações regionais. Irá também analisar a perpetuação ou reinvenção das desigualdades socio-raciais e ambientais, bem como examinar a interseção entre biopolítica e eugenia, oferecendo novas perspetivas sobre as dinâmicas do poder.

O consórcio do projecto conta com 25 parceiros sediados em 17 países de Europa, África e América:

  • Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) – Espanha
  • Universidad de Sevilla – Espanha
  • Université Gustave Eiffel – França
  • Université des Antilles – França
  • École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) – França
  • Instituto de Ciências Sociais (ICS-UL) – Portugal
  • Universitaet Mannheim -Alemanha
  • Università Cattolica del Sacro Cuore (UCSC) – Itália
  • Fundación Ignacio Larramendi – Espanha
  • Museo de América – Espanha
  • Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra (PUCMM) – República Dominicana
  • Fundación Universidad del Norte (UNINORTE) – Colômbia
  • Universidad del Magdalena – Colômbia
  • Universidad de Costa Rica (UCR) – Costa Rica
  • The University of the West Indies – Jamaica
  • Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet) – Argentina
  • Fundación Antonio Núñez Jiménez de la Naturaleza y el Hombre (FANJ) – Cuba
  • University of Bertoua – Camarões
  • Université Félix Houphouët-Boigny: Accueil – Costa do Marfim
  • Museo de Las Americas -Estados Unidos
  • Asociación Mexicana de Estudios del Caribe (AMEC) – México
  • Roça Mundo – São Tomé e Príncipe
  • Universidade Nova de Lisboa – Portugal
  • Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde – Cabo Verde
  • Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA) – Portugal

Integração do CEsA

Neste contexto, a investigadora Iolanda Évora, em representação ao CEsA/ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa, integrará as equipas do bloco de instituições portuguesas, cabo-verdianas e são-tomeses, liderado pela Professora Doutora e investigadora do ICS-UL Cristiana Bastos. O CEsA irá colaborar com a implementação de algumas atividades do Work Package sobre Escravatura, Raça e Biopolítica, o qual busca analisar as lógicas e diferenças no uso da raça, teorias, conceitos e várias categorias socio-raciais nos diferentes contextos onde são produzidas, com a intenção de aprofundar as características que permitiram ao racismo tornar-se a base teórica do movimento eugénico, bem como uma condição da sua possibilidade. As tarefas estão descritas a seguir:

  • Tarefa 4: Contextualizar os casos de Cabo Verde e São Tomé no quadro do mundo das plantações do Atlântico Caribenho, inicialmente enquanto plantações experimentais e estações intermédias, e posteriormente integrados na economia pós-caribenha de plantações do colonialismo europeu em África. Instituições executoras: ICS-UL, CEsA/ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa, Universidade de Sevilla, Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Instituto de História do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Fundación Antonio Núñez Jiménez de la Naturaleza y el Hombre, Université Félix Houphouët-Boigny, e Universidade Nova de Lisboa.
  • Tarefa 6: Estudar a intersecção entre trabalho, classe, género e raça. Instituições executoras: ICS-UL, CEsA/ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Sevilla, Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, École des Hautes Études en Sciences Sociales, Instituto de História do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Fundación Antonio Núñez Jiménez de la Naturaleza y el Hombre e Université Félix Houphouët-Boigny.
  • Tarefa 8: Estados-nação e biopolítica racial: narrativas de crioulização e colonos brancos. Instituições executoras: ICS-UL, CEsA/ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa, Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Instituto de História do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Université Félix Houphouët-Boigny, e Universidade Nova de Lisboa.
  • Tarefa 10: Analisar indicadores económicos, sociais e culturais de desigualdade. Instituições executoras: ICS-UL, CEsA/ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa, Universidade de Sevilla, Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, École des Hautes Études en Sciences Sociales, Instituto de História do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Fundación Antonio Núñez Jiménez de la Naturaleza y el Hombre e Université Félix Houphouët-Boigny, Universidade de Costa Rica e Universidade Nova de Lisboa.

Para alcançar estes objetivos, será realizada investigação em arquivos e bibliotecas na República Dominicana, México, Cuba, Espanha, Argentina, Martinica, Guadalupe, Saint Martin e Costa Rica.

Para mais informações, acompanhe as actualizações no site do CEsA, no LinkedIn, Facebook e na Agenda CEsA.

 

Leia mais:

El Instituto de Historia lidera un proyecto europeo para analizar las huellas del colonialismo (site do CCHS)

El CSIC lidera dos proyectos europeos para mejorar las terapias oncológicas y analizar la huella del colonialismo (site do CSIC)

 

Autoria: Comunicação CEsA (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) com informações do CSIC
Imagem: Reprodução

Mundo Crítico n.º 12: Desafios actuais do financiamento


Resumo:

Durante os últimos meses temos vindo a assistir a profundas mudanças na chamada Ajuda ao Desenvolvimento. A redução da APD por parte de vários países, incluindo os EUA e Reino Unido, abre novos cenários num momento em que emerge uma visão do mundo mais multipolar, que privilegia cada vez mais um modelo do “crescimento misto” onde possam encontrar tipos de financiamento e de lógicas que conjugam sector público e sector privado. Outro elemento a considerar é a crescente importância do papel de atores filantrópicos de grande escala na Cooperação para o Desenvolvimento. A Conversa Imperfeita que na abertura desta edição da Mundo Crítico junta Ana Fernandes e Ndongo Samba Sylla, reflecte sobre as tenções que atravessam o novo contexto da APD, reflectindo sobre criticidades que muitas vezes vêm de longe, tentando, ao mesmo tempo, delinear quais são os novos desafios que esse novo presente e o próximo futuro nos colocam.

Na mesma linha, os contributos dessa edição reflectem sobre a chamada crise da APD a partir de vários pontos de vista, acompanhando a evolução deste mecanismo e passando para uma perspectiva capaz de ter em conta a nova ordem mundial que se vem desenhando, tal como as implicações que ela traz a nível mais estritamente financeiro. Ao lado desses textos mais analíticos optamos por publicar a versão portuguesa de textos que apontam para propostas concretas, visando uma reforma mais equitativa da divisão dos recursos e por consequência da distribuição da riqueza. Para ajudar a pensar em caminhos alternativos propomos também uma reflexão sobre o Orçamento Participativo no Uzbequistão, como estudo de caso de um financiamento do desenvolvimento a partir da participação pública.

A editoria Modos de ver apresenta parte de uma reportagem sobre o comércio internacional de lixo electrónico, realizada no Gana pelos jornalistas Paula Borges e Djibril Mandjam, resultado de uma bolsa jornalística da iniciativa da ACEP em colaboração com Eurodad; o mesmo tema está no centro de uma das Narrativas, enquanto outra reflete, a partir de dentro, a redução drástica do financiamento da USAID.

Tema dos Ecos gráficos é a exploração do trabalho criativo. Essa edição acaba com uma recensão ao livro de Carlos Lopes, “A Armadilha do Autoengano”.

Citação:

ACEP & CEsA (2025). “Desafios actuais do financiamento”. ISEG/CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento. Revista Mundo Crítico nº 12 (Jul 2025). ISSN 2184-1926

Mundo Crítico – Revista de Desenvolvimento e Cooperação | N.º 12: Desafios actuais do financiamento


Mundo Crítico – Revista de Desenvolvimento e Cooperação | N.º 12: Desafios actuais do financiamento

Durante os últimos meses temos vindo a assistir a profundas mudanças na chamada Ajuda ao Desenvolvimento. A redução da APD por parte de vários países, incluindo os EUA e Reino Unido, abre novos cenários num momento em que emerge uma visão do mundo mais multipolar, que privilegia cada vez mais um modelo do “crescimento misto” onde possam encontrar tipos de financiamento e de lógicas que conjugam sector público e sector privado. Outro elemento a considerar é a crescente importância do papel de atores filantrópicos de grande escala na Cooperação para o Desenvolvimento. A Conversa Imperfeita que na abertura desta edição da Mundo Crítico junta Ana Fernandes e Ndongo Samba Sylla, reflecte sobre as tenções que atravessam o novo contexto da APD, reflectindo sobre criticidades que muitas vezes vêm de longe, tentando, ao mesmo tempo, delinear quais são os novos desafios que esse novo presente e o próximo futuro nos colocam.

Na mesma linha, os contributos dessa edição reflectem sobre a chamada crise da APD a partir de vários pontos de vista, acompanhando a evolução deste mecanismo e passando para uma perspectiva capaz de ter em conta a nova ordem mundial que se vem desenhando, tal como as implicações que ela traz a nível mais estritamente financeiro. Ao lado desses textos mais analíticos optamos por publicar a versão portuguesa de textos que apontam para propostas concretas, visando uma reforma mais equitativa da divisão dos recursos e por consequência da distribuição da riqueza. Para ajudar a pensar em caminhos alternativos propomos também uma reflexão sobre o Orçamento Participativo no Uzbequistão, como estudo de caso de um financiamento do desenvolvimento a partir da participação pública.

A editoria Modos de ver apresenta parte de uma reportagem sobre o comércio internacional lixo electrónico, realizada no Gana pelos jornalistas Paula Borges e Djibril Mandjam, resultado de uma bolsa jornalística da iniciativa da ACEP em colaboração com Eurodad; o mesmo tema está no centro de uma das Narrativas, enquanto outra reflete, a partir de dentro, a redução drástica do financiamento da USAID.

Tema dos Ecos gráficos é a exploração do trabalho criativo. Essa edição acaba com
uma recensão ao livro de Carlos Lopes, “A Armadilha do Autoengano”.*

*Texto Editorial


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