CESA
Development Studies Seminars 2025 | Economic Development as a Concept: An Age of Diminished Expectations?
Os Development Studies Seminars são uma iniciativa que, desde 1991, promove a investigação conduzida nas áreas de estudo do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional (MDCI) do ISEG e do Programa de Doutoramento em Development Studies (PDED) da Universidade de Lisboa
Development Studies Seminars 2025
Tema: Economic Development as a Concept: An age of diminished expectations?
Oradora: Professora Doutora Alice Nicole Sindzingre (CEsA e Paris-North Economics Centre, Universidade Sorbonne-Paris-North, França)
Data: 27 de Maio de 2025 (terça-feira)
Hora: 18h00-20h00
Local: Sala Novo Banco, 4.º Piso do Ed. Quelhas, ISEG (Entrada pela Rua do Quelhas 6 1200-731, Lisboa, Portugal)
Evento presencial e com entrada livre. Seminário em inglês.
Sobre Alice Nicole Sindzingre

Alice Nicole Sindzingre é Investigadora Associada no CEPN (Paris-North Economics Centre, University Paris-North, França), e no LAM Research Centre (“Africas in the World”, National Centre for Scientific Research/CNRS-SciencesPo-Bordeaux, França). Lecionou em 2008-2010 na SciencesPo-Paris e em 2010-2014 no departamento de economia da Universidade Paris-Nanterre. Em 2005-2008, ela escreveu a coluna mensal sobre as teorias do desenvolvimento económico no jornal francês Le Monde. Ela foi membro da Equipe Central do Relatório de Desenvolvimento Mundial 2000-1 do Banco Mundial sobre pobreza. Realizou pesquisas sobre economia do desenvolvimento e economia política, bem como trabalho de campo na África Subsaariana (principalmente na África Ocidental). Ela publicou um grande número de artigos em revistas académicas e editou livros sobre uma ampla gama de tópicos, incluindo comércio internacional, integração regional, ajuda externa, relações China-África, armadilhas da pobreza, teoria das instituições e epistemologia da economia.
Publicações da autora com o CEsA:
Working Paper n.º 142/2016: ‘Policy Externalisation’ Inherent Failure: International financial institutions’ conditionality in developing countries
Resumo: Conditionalities – i.e. ‘exchanging finance for policy reform’ in an asymmetrical relationship between the ‘donor’ and the ‘recipient’ – are central mechanisms of the reform programmes of international financial institutions (IFIs). As they are imposed by outside entities, they can also be viewed as ‘policy externalisation’, which is paradoxically a massive intrusion in the shaping of a country’s domestic policies. The resilience of such devices is remarkable, however. Indeed, in the early 1980s, many developing countries were facing balance of payments difficulties and called upon these international financial institutions for financial relief. In exchange for this relief, they devised economic reforms (fiscal, financial, monetary), which were the conditions for their lending. These reforms were not associated with better economic performance, and this led the IFIs to devise in the 1990s different reforms, which this time targeted the functioning of the government and its ‘governance’, economic problems being explained by governments’ characteristics (e.g., rent-seekers). The paper demonstrates the limitations of the device of conditionality, which is a crucial theoretical and policy issue given its stability across time and countries. These limitations stem from: i) the concept of conditionality per se – the mechanism of exchanging finance for reform; ii) the contents of the prescribed reforms given developing countries economic structure (typically commodity-based export structures) and the weakness of the concept of ‘governance’ in view of these countries’ political economies; and iii) the intrinsic linkages between economic and political conditionalities, whose limitations thus retroact on each other, in particular regarding effectiveness and credibility.
Link: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10400.5/11719/1/wp142.pdf
Working Paper n.º 198/2024: The Relevance of the Concept of Cumulative Causation: Understanding growth trajectories in Sub-Saharan Africa

Resumo: Differences in growth trajectories among countries – including the possibility of divergence –, are a central issue in economics. Mainstream economics explain growth processes via varieties of neoclassical models, even improved with concepts such as institutions. Yet such models have difficulties in providing accurate accounts of the growth trajectories of many developing countries, notably low-income ones. It is argued that the growth paths of low-income countries are more appropriately explained by the theoretical framework that relies on the nexus of concepts of cumulative causation, non-linearities, threshold effects, self-reinforcing processes, irreversibility, path dependence and traps – though this approach remains marginal in mainstream economic analyses of growth and development. Firstly, this nexus of concepts is a powerful framework concerning the possibility and explanation of dynamic divergence regarding growth between countries, as it exhibits properties such as: the possibility of cumulative, dynamically self-reinforcing, processes; the existence of thresholds and tipping points; multiple equilibria. Secondly, cumulative causation, by definition, involves a combination of causes: its conceptual framework allows for the integration of several dimensions – economic, political, social, cognitive –, whose combination results in either virtuous or vicious circles. In developing countries, these causes (and their coalescence) typically consist in economic structures (e.g., commodity-based export markets), political institutions and social norms (predatory regimes, high inequality) as well as types of public policies.
Link: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10400.5/30144/1/Working%20Paper_198-2024_FINAL.pdf
Seminários da autora com o CEsA:
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Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Workshop MULTIBIZ: Multiplexing business power and the European Union in an uncertain world

Este workshop centra-se no projeto MULTIBIZ – Multiplexing Business Power: The EU and Global Infrastructure Competition, liderado pelo investigador do CEsA Luís Pais Bernardo (CEsA/ISEG RESEARCH/ISEG-Universidade de Lisboa), que investiga a natureza evolutiva do poder empresarial dentro de uma ordem global em multiplexação. Tomando a estratégia Global Gateway da União Europeia como estudo de caso, o projeto confronta a realidade da competição global por infraestruturas, enquadrada pela Comissão Europeia como uma “batalha global de ofertas” a países em desenvolvimento. Este contexto levanta questões críticas sobre o papel dos negócios, posicionados por altos funcionários da UE como a “pedra angular” para investimento competitivo, e se a sua operação serve simultaneamente como meios e fins do próprio desenvolvimento.
A sessão abordará os principais objetivos analíticos do projeto: desenvolver um quadro para o estudo do poder empresarial no desenvolvimento global e compreender como este está a mudar no meio de uma proeminente viragem geoeconómica. Empiricamente, o foco é analisar como a Global Gateway mobiliza capacidades empresariais, avaliar o impacto desenvolvimentista dos negócios enquadrados pela Global Gateway e examinar a tensão inerente entre aspirações desenvolvimentistas e projeção geoeconómica incorporada na estratégia.
A discussão basear-se-á no trabalho conceptual do projeto sobre o poder empresarial – entendido estrutural e relacionalmente – e em estudos de caso exploratórios iniciais de projetos emblemáticos da Global Gateway.
Workshop “MULTIBIZ: Multiplexing business power and the European Union in an uncertain world”
Data: 26 de Maio de 2025 (segunda-feira)
Hora: 14h00 – 17h00
Local: Sala Novo Banco – ISEG (Ed. Quelhas, 4º Piso, Rua do Quelhas 6, 1200-781, Lisboa, Portugal)
Organização: Professor Doutor Luís Pais Bernardo (CEsA/ISEG RESEARCH/ISEG-Universidade de Lisboa)
Comunicação 1: From Global Europe to Fortress Europe: The EU in a new world of regions (orador: Scott Lavery, Universidade de Glasgow)
Comunicação 2: Developing sustainable finance taxonomies in the EU and ASEAN: convergence or contestation? (oradora: Lena Rethel, Universidade de Warwick)
Comunicação 3: Cable Wars? The Political Economy of Submarine Cables in an Era of Geoeconomic Competition (orador: Milan Babic, Universidade de Amesterdão)
Comunicação 4: A confirmar (oradora: Anna Herranz-Surralès, Universidade de Maastricht)
Evento presencial e com entrada livre. Em inglês.
Sobre os oradores
Anna Herranz-Surralès (Universidade de Maastricht)
Anna Herranz-Surrallès é professora associada de Relações Internacionais na Universidade de Maastricht. A sua investigação concentra-se principalmente na política energética da UE e na governação global da energia. Isto inclui o estudo do desenvolvimento da diplomacia energética da UE, da política industrial verde e da crescente geopolitização dos investimentos e infraestruturas energéticas. Ela também analisa a evolução dos modelos de cooperação energética nas relações da UE com países vizinhos.
Lena Rethel (Universidade de Warwick)
Lena Rethel é professora de Economia Política Internacional na Universidade de Warwick. Os seus interesses de investigação abrangem a política internacional das finanças e do desenvolvimento, a governação global das economias islâmicas e os parâmetros da Economia Política Internacional contemporânea. O seu trabalho explora as teorias e perceções comuns que sustentam a elaboração de políticas económicas e financeiras, como estas impulsionam mudanças institucionais, como a expansão dos mercados de capitais e as finanças islâmicas, e as implicações socioeconómicas resultantes, frequentemente baseando-se em perspetivas do Sudeste Asiático, especialmente Indonésia e Malásia.
Milan Babic (Universidade de Amesterdão)
Milan Babic é professor associado em Economia Política na Universidade de Amesterdão. O seu trabalho investiga transformações significativas na economia política global e as suas implicações diretas para a política climática contemporânea. A sua investigação relativa ao papel das finanças na facilitação de transições sustentáveis, com foco específico nos processos de descarbonização na Europa e a nível internacional, examinando as dimensões políticas, incluindo aspetos relacionados com a propriedade estatal nesta transição.
Scott Lavery (Universidade de Glasgow)
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Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Working Paper CEsA analisa os desafios e oportunidades da expansão da plataforma continental portuguesa no contexto da economia azul sustentável

O artigo procura compreender até que ponto a extensão da plataforma continental portuguesa se alinha com os objetivos estratégicos e económicos do país, com especial enfoque nos aspetos relacionados com o aproveitamento do potencial estratégico da mesma
Ao longo da história, o desenvolvimento e a afirmação de Portugal enquanto país esteve intimamente ligada à exploração e ao domínio marítimos. Ciente do potencial económico existente nos fundos oceânicos e na biodiversidade marinha, bem como visando o aumento da sua soberania e reconhecimento internacional, Portugal apresentou, a 11 de maio de 2009, à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), uma proposta de alargamento da sua plataforma continental, além das 200 milhas marítimas. Contudo, o sucesso da proposta, que interliga dimensões geopolíticas, económicas e ambientais, dependerá da capacidade de equilibrar interesses estratégicos com sustentabilidade ambiental, especialmente no que se refere à economia azul.
O Working Paper CEsA n.º 203/2025, intitulado Marés de Mudança: Portugal e a importância da sua Plataforma Continental, pretende analisar o potencial estratégico da plataforma continental complementada por duas perguntas: Que motivações impulsionam a proposta portuguesa de expansão da sua plataforma continental? e Que estratégias devem ser adotadas para explorar o potencial estratégico do mar português? A publicação é de autoria de Sofia Rocha Pinguinha, mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional (ISEG-Universidade de Lisboa), e de Eduardo Moraes Sarmento, doutor em Economia com especialização em Turismo e Professor no ISEG.
O Working Paper n.º 203/2025 pode ser descarregado através da coleção do CEsA, disponível para consulta no Repositório da Universidade de Lisboa: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10400.5/100623/1/Pinguinha%20Sofia%20e%20Eduardo%20Sarmento%20WP%20203-2025.pdf
Resumo:
Portugal, conhecido pelas históricas tradições marítimas, está atualmente imerso numa ambição estratégica relativamente à expansão da sua plataforma continental, impulsionada por fatores geopolíticos, económicos e ambientais, colocando o país perante um cenário marítimo dinâmico repleto de desafios e oportunidades. O avolumar da economia azul, sinónimo de uma economia sustentável, redefine a imprescindibilidade do oceano e a sua centralidade no equilíbrio de construir o desenvolvimento sustentável ambicionado globalmente (Cristas, 2022). Recorrendo a uma metodologia de pendor qualitativo, procura-se refletir sobre os principais benefícios que Portugal pode obter da possível aprovação da expansão da sua plataforma continental, por parte da Organização das Nações Unidas (ONU). O futuro, segundo a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 (República Portuguesa, 2021), deverá passar pela definição de uma estratégia, alicerçada num sistema de alianças, que permitam a Portugal avançar com a exploração sustentável dos recursos marinhos (Seguro, 2022).
Sobre os autores:
Sofia Rocha Pinguinha é mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional (ISEG-Universidade de Lisboa).
Eduardo Moraes Sarmento é doutor em Economia com especialização em Turismo, coordenador do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional do ISEG (Universidade de Lisboa), investigador e presidente do CEsA e membro da Comissão Científica do ISEG Research.
Clique aqui e consulte toda a Coleção de Working Papers do CEsA
Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Working Paper 203/2025: Marés de Mudança: Portugal e a importância da sua Plataforma Continental
Resumo:
Portugal, conhecido pelas históricas tradições marítimas, está atualmente imerso numa ambição estratégica relativamente à expansão da sua plataforma continental, impulsionada por fatores geopolíticos, económicos e ambientais, colocando o país perante um cenário marítimo dinâmico repleto de desafios e oportunidades. O avolumar da economia azul, sinónimo de uma economia sustentável, redefine a imprescindibilidade do oceano e a sua centralidade no equilíbrio de construir o desenvolvimento sustentável ambicionado globalmente (Cristas, 2022). Recorrendo a uma metodologia de pendor qualitativo, procura-se refletir sobre os principais benefícios que Portugal pode obter da possível aprovação da expansão da sua plataforma continental, por parte da Organização das Nações Unidas (ONU). O futuro, segundo a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 (República Portuguesa, 2021), deverá passar pela definição de uma estratégia, alicerçada num sistema de alianças, que permitam a Portugal avançar com a exploração sustentável dos recursos marinhos (Seguro, 2022).
Citação:
Pinguinha, Sofia Rocha and Eduardo Moraes Sarmento (2025). “Marés de Mudança: Portugal e a importância da sua Plataforma Continental”. CEsA/CSG – Documentos de trabalho nº 203/2025
Development Studies Workshops 2025 | Ecocrítica: teorias e práticas
Os Development Studies Seminars são uma iniciativa que, desde 1991, promove a investigação conduzida nas áreas de estudo do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional (MDCI) do ISEG e do Programa de Doutoramento em Development Studies (PDED) da Universidade de Lisboa
Development Studies Workshops 2025
Tema: Ecocrítica: teorias e práticas
Data: 15 de Maio de 2025 (quinta-feira)
Hora: 10h00 – 16h30
Local: Anfiteatro 1, Ed. Quelhas – ISEG (Ed. Quelhas, 4º Piso, Rua do Quelhas 6, 1200-781, Lisboa, Portugal)
Organização: Professora Jessica Falconi e Professora Ana Mafalda Leite
Comunicação 1: O Ambientalismo Literário do Pobre. Notas para uma ecocrítica pós-colonial das Literaturas Africanas (oradora: Elena Brugioni, CEsA e UNICAMP, Brasil)
Comunicação 2: Pensar com a Natureza, Perspectivar um Caminho Académico (oradora: Isabel Alves, online, (UTAD-CEAUL, Portugal)
Comunicação 3: Pensar as Atmosferas do Antropoceno a partir da Ecopoética (orador: Nuno Marques, Environmental Humanities Laboratory, KTH Royal Institute of Technology, Suécia)
Comunicação 4: Projeto ECO: Vida mais-que-humana na cultura humana – uma perspectiva amazónica (oradora: Patricia Vieira, CES-UC, Portugal)
Comunicação 5: Das Máquinas no Jardim: Imaginar o Fim do Mundo (orador: José Duarte, Universidade de Lisboa-CEAUL, Portugal)
Comunicação 6: Ecocrítica do Crescimento Económico (orador: Carlos Manuel Antunes, Faculdade de Ciência-UL, Portugal)
Comunicação 7: Navegar nas Humanidades e Derivas Azuis dos Estudos de Língua Inglesa (oradora: Margarida Vale de Gato, Universidade de Lisboa-CEAUL, Portugal)
Comunicação 8: Poesia Entoada e Chamanismo, uma Reaproximação entre Chamamentos (orador: Maurício Vieira, poeta, Brasil)
Comunicação 9: A Hidroficção em Perspetiva: Leitura ecocrítica de A Arca de Não é, de Bento Baloi (orador: João Fernando André, FLUL/HUMA/Alliance Frainçaise, Portugal)
Comunicação 10: ) Resistência e utopia, do corpo ao território: cruzamentos entre arte, ecologia, educação e ativismo (oradora: Rebecca Mateus, Associação Dunas Livres, Orchidaceae collective, Coletivo HortaFCUL, Portugal)
Evento presencial e com entrada livre
Sobre o Workshop
O workshop visa discutir o amplo tema do impacto humano no planeta, através das diferentes perspetivas críticas e categorias analíticas que têm surgido no âmbito da ecocrítica e, mais em geral, das humanidades ambientais, que encaram as mudanças climáticas como um tema crucial em vários campos de estudos. Essas perspectivas e categorias permitem revisitar diversas tipologias de produções culturais, oriundas de contextos geográficos e epistemológicos distintos.
Pretende-se estimular o diálogo e o debate teórico-crítico entre áreas e disciplinas, que têm dedicado maior ou menor espaço à questão do ambientalismo. De facto, se por um lado os Estudos Anglo-Americanos têm sido pioneiros no domínio teórico da ecocrítica, o mesmo não acontece no que diz respeito aos estudos sobre as Literaturas e os Cinemas africanos de língua portuguesa. Estas últimas produções começam só agora a ser analisadas e olhadas a partir de prismas ambientalistas e ecocríticos.
Até que ponto as abordagens ecocríticas de várias produções culturais e literárias são dominadas por visões ocidentais? Como complementar saberes? O que podemos aprender ouvindo pensamentos e posicionamentos oriundos do Sul Global? Como promover o diálogo e a troca de saberes e práticas com vista a uma abordagem multifacetada e não exclusivamente centrada no Ocidente?
O workshop pretende debater estas questões colocando em diálogo teoria e prática através da intervenção de académic@s e ativistas.
Descarregue o programa completo
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Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
CEsA abre inscrições para formação presencial em vídeo-documentário com os realizadores premiados Michèle Stephenson e Joe Brewster

O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG RESEARCH/ISEG/Universidade de Lisboa) tem o prazer de receber, em Lisboa, os realizadores premiados Michèle Stephenson e Joe Brewster para uma formação gratuita e presencial em vídeo-documentário, dirigida a videomakers africanos e afrodescendentes com experiência prévia.
O curso, subordinado ao tema “Participação Cívica, Cidadania e Democracia”, integra a rubrica “Raça, Etnicidade e Participação Cívica” e realiza-se no âmbito do projeto europeu #DemocracyInAction: Grassroots Culture, Arts and Cultural Spaces for Political Participation and Expression Online and Offline in a Resilient Europe. O CEsA é o parceiro português e uma das nove entidades associadas ao consórcio europeu #DemocracyInAction, coordenado pela Universidade de Leiden e financiado pelo programa Horizon Europe.
A Formação em Vídeo-Documentário “Participação Cívica, Cidadania e Democracia”, ministrada por Michèle Stephenson e Joe Brewster, decorrerá entre os dias 16 e 19 de junho de 2025, no ISEG – Lisbon School of Economics and Management, e incluirá 32 horas de aulas sobre roteiro de filmagem, edição e laboratório de cinema com prática criativa, culminando com a entrega de certificado de participação. As sessões serão ministradas em inglês, embora não seja obrigatória a fluência na língua.
Serão disponibilizadas 10 vagas, destinadas a videomakers africanos e afrodescendentes com experiência prévia e idade igual ou superior a 18 anos.
ACEDA AQUI A CHAMADA PARA CANDIDATURAS
As inscrições decorreram entre os dias 2 e 10 de maio, mediante o envio da mensagem “QUERO PARTICIPAR” para o endereço cesa@cesa.iseg.ulisboa.pt, acompanhada dos seguintes elementos em anexo:
- Produto audiovisual autoral (vídeo, fotografia, portefólio, etc.)
- Breve apresentação e descrição da experiência prévia (em vídeo, áudio ou texto)
- Confirmação da disponibilidade para participação presencial entre os dias 16 e 19 de junho (carga horária: 8 horas diárias)
Sobre os Formadores
Michèle Stephenson
A realizadora, artista e autora premiada com um Emmy, Michèle Stephenson, inspira-se na sua herança haitiana e panamiana, bem como na sua experiência como advogada de justiça social, para transformar a narrativa no cinema documental. Cria narrativas emocionalmente poderosas de resistência e cura, destacando as vivências das comunidades racializadas nas Américas e na diáspora africana. Através de uma perspetiva do Atlântico Negro, Stephenson reinventa as formas de contar histórias para provocar reflexão e inspirar ação contra a opressão sistémica, entrelaçando ficção, formatos imersivos, experimentais e híbridos.
Em 2023, os seus filmes “Going To Mars: The Nikki Giovanni Project” e “Black Girls Play: The Story of Hand Games” estiveram na shortlist para os Óscares. Going To Mars venceu o Grande Prémio do Júri no Sundance e recebeu o Emmy de Mérito Excecional em Documentário. Black Girls Play foi amplamente reconhecido, tendo recebido o Prémio Edward R. Murrow de Excelência em Vídeo e o Melhor Documentário Curta-Metragem no Festival de Tribeca.
O seu filme American Promise recebeu três nomeações aos Emmy e venceu o Prémio do Júri no Sundance, enquanto Stateless foi nomeado para o Prémio da Academia Canadiana de Melhor Documentário de Longa-Metragem. Stephenson co-realizou ainda The Changing Same, uma trilogia de realismo mágico em realidade virtual que estreou no New Frontier XR do Sundance, venceu o Grande Prémio do Júri de Melhor Narrativa Imersiva no Tribeca e foi nomeado para o Emmy de Media Interativa Excecional.
Em 2024, foi distinguida com o Prémio de Realização Nancy Malone Muse da NYWIFT e encontra-se atualmente em fase de pós-produção de uma longa-metragem sobre o movimento Black Power no Canadá. É bolseira do Guggenheim, artista Creative Capital e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Vive em Nova York e vai estar nesta oportunidade única em Lisboa a liderar este Laboratório de Cinema.
Joe Brewster
O realizador premiado com um Emmy Joe Brewster é um psiquiatra formado em Harvard que aplica os seus conhecimentos médicos para explorar questões sociais através do cinema. Estreou-se como realizador com o filme The Keeper (1995), inspirado na sua experiência como psiquiatra numa prisão na Brooklyn House of Detention, obra que recebeu vários prémios e nomeações para os Spirit Awards.
Ao longo das últimas três décadas, Brewster tem realizado e produzido filmes de ficção, documentários e obras em formatos imersivos. O seu documentário de longa-metragem American Promise (2014) obteve três nomeações aos Emmy e venceu o Prémio do Júri em Sundance. O filme Going To Mars: The Nikki Giovanni Project esteve na shortlist dos Óscares, venceu o Grande Prémio do Júri no Festival Sundance 2023 e arrecadou mais de 30 prémios, incluindo dois Cinema Eye Awards e o prestigiado Emmy de Mérito Excecional em Documentário.
O filme Black Girls Play: The Story of Hand Games (2023) foi igualmente shortlisted para os Óscares, venceu o prémio de Melhor Curta no Cinema Eye Awards, bem como o Prémio Edward R. Murrow de Excelência em Vídeo.
Brewster criou ainda a inovadora experiência em realidade virtual The Changing Same, apresentada no Festival Sundance e vencedora do Grande Prémio do Júri para Melhor Experiência Imersiva no Tribeca 2021. Entre os seus projetos em realidade aumentada e virtual destaca-se O-Dogg: On Othello, com a participação de Tariq Trotter, estreado no Oregon Shakespeare Festival.
Além disso, produziu documentários para canais e plataformas como PBS, HBO, Amazon, Al Jazeera, Vice, Sundance Channel, Comcast, Disney e World Channel. Foi bolseiro de instituições como o Sundance Institute, Tribeca Film Institute, BAVC, Fundação MacArthur e a Fundação John Simon Guggenheim. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e vencedor de vários prémios Emmy. Vive em Nova York e vai estar nesta oportunidade única em Lisboa a liderar este Laboratório de Cinema.
Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Gravação do Seminário “Entre o Clima e a Terra: Perceções e Práticas dos Pequenos Agricultores de Santo Antão” disponível no canal de YouTube do CEsA
A Comunicação “Entre o Clima e a Terra: Perceções e Práticas dos Pequenos Agricultores de Santo Antão” foi apresentada pela Professora Doutora Sónia Frias (CEsA e ISCSP, Portugal) e pelo Professor Doutor Arlindo Fortes (CEsA e Universidade de Santiago, Cabo Verde) no dia 8 de abril de 2025, no âmbito do Workshop em Ambiente, Alterações Climáticas e Desenvolvimento, sob a rubrica Development Studies. A palestra foi gravada e agora está disponível no canal de YouTube do CEsA.
A sessão foi promovida no âmbito dos Development Studies Seminars, uma iniciativa que, desde 1991, promove a investigação conduzida nas áreas de estudo do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional (MDCI) do ISEG e do Programa de Doutoramento em Development Studies (PDED) da Universidade de Lisboa.


Assista à gravação (em inglês)
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Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução
Livro de Atas – III EJICPLP África: A Ciência para a Realização dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030
É com grande satisfação que apresentamos, os resultados do 3º Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África realizado, em Luanda, nos dias 27 e 28 de março de 2024. Este evento, que já se consolidou como uma plataforma essencial para a ciência e o desenvolvimento no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reuniu mais de 700 participantes em torno do tema “A ciência para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030” gerando um ambiente fértil de troca de ideias, reflexões e colaborações.
Com cerca de 30 oradores, investigadores seniores, expertises e altos representantes institucionais nacionais e internacionais de várias áreas de estudo discutiu-se 8 painéis temáticos, para aprofundar o conhecimento de África e do seu desenvolvimento sustentável nas áreas do Turismo, Energia, Educação, Economia, e da Mulher Africana. Abordou questões cruciais para a erradicação da pobreza, a proteção do meio ambiente e a prosperidade social. Esta edição destacou o papel da ciência na transformação das realidades africanas, refletindo sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no contexto do Sul Global.
A importância deste Encontro vai além dos números expressivos de participantes ou das discussões acaloradas que marcaram os dois dias de atividades. O Encontro é um fórum científico único para jovens de toda a CPLP e reúne uma rede vibrante de investigadores em um formato itinerante e inovador. Ele representa o esforço coletivo de jovens investigadores em dar voz a questões que afetam diretamente o desenvolvimento e o futuro dos seus países, fortalecendo o protagonismo científico da juventude da CPLP.
Nesta edição foram apresentadas 35 comunicações científicas de jovens investigadores, entre os 65 trabalhos científicos recebidos, através da Call for Papers, selecionados pelo Conselho Científico, composto por 30 professores das diversas Universidades dos países da CPLP.
Este livro é mais do que uma simples coletânea de artigos; ele representa a dedicação dos jovens investigadores que trabalham para redefinir o papel da ciência nas suas sociedades. Através das discussões e análises aqui presentes, espera-se inspirar não só novos debates, mas também ações concretas em prol de um desenvolvimento inclusivo e sustentável nos países da CPLP.
Com o apoio fundamental do Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA) e de organizações parceiras como o Ministério de Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola e a Felcos Umbria, esta edição também demonstra o valor da colaboração e das parcerias internacionais fucrais para o sucesso deste projeto.
Desejamos que estas páginas ofereçam uma perspetiva enriquecedora sobre as contribuições científicas da juventude em língua portuguesa, mas também ações concretas em prol de um desenvolvimento inclusivo e sustentável, nomeadamente, nos PALOP.
Acreditamos que este livro seja um marco no caminho para uma ciência mais aberta, colaborativa e transformadora.*
*Prefácio do Livro de Atas – III EJICPLP África: A Ciência para a Realização dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030
Livro de Atas – III EJICPLP África: A ciência para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030
Resumo:
É com grande satisfação que apresentamos, os resultados do 3º Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África realizado, em Luanda, nos dias 27 e 28 de março de 2024. Este evento, que já se consolidou como uma plataforma essencial para a ciência e o desenvolvimento no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reuniu mais de 700 participantes em torno do tema “A ciência para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030” gerando um ambiente fértil de troca de ideias, reflexões e colaborações. Com cerca de 30 oradores, investigadores seniores, expertises e altos representantes institucionais nacionais e internacionais de várias áreas de estudo discutiu-se 8 painéis temáticos, para aprofundar o conhecimento de África e do seu desenvolvimento sustentável nas áreas do Turismo, Energia, Educação, Economia, e da Mulher Africana. Abordou questões cruciais para a erradicação da pobreza, a proteção do meio ambiente e a prosperidade social. Esta edição destacou o papel da ciência na transformação das realidades africanas, refletindo sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no contexto do Sul Global. A importância deste Encontro vai além dos números expressivos de participantes ou das discussões acaloradas que marcaram os dois dias de atividades. O Encontro é um fórum científico único para jovens de toda a CPLP e reúne uma rede vibrante de investigadores em um formato itinerante e inovador. Ele representa o esforço coletivo de jovens investigadores em dar voz a questões que afetam diretamente o desenvolvimento e o futuro dos seus países, fortalecendo o protagonismo científico da juventude da CPLP. Nesta edição foram apresentadas 35 comunicações científicas de jovens investigadores, entre os 65 trabalhos científicos recebidos, através da Call for Papers, selecionados pelo Conselho Científico, composto por 30 professores das diversas Universidades dos países da CPLP. Este livro é mais do que uma simples coletânea de artigos; ele representa a dedicação dos jovens investigadores que trabalham para redefinir o papel da ciência nas suas sociedades. Através das discussões e análises aqui presentes, espera-se inspirar não só novos debates, mas também ações concretas em prol de um desenvolvimento inclusivo e sustentável nos países da CPLP. Com o apoio fundamental do Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA) e de organizações parceiras como o Ministério de Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola e a Felcos Umbria, esta edição também demonstra o valor da colaboração e das parcerias internacionais fucrais para o sucesso deste projeto. Desejamos que estas páginas ofereçam uma perspetiva enriquecedora sobre as contribuições científicas da juventude em língua portuguesa, mas também ações concretas em prol de um desenvolvimento inclusivo e sustentável, nomeadamente, nos PALOP. Acreditamos que este livro seja um marco no caminho para uma ciência mais aberta, colaborativa e transformadora.
Citação:
D’Abril, Cristina Molares e Jessica Falconi (2024). “III EJICPLP África: A ciência para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”. ISBN: 978-989-54687-6-8
Debate com candidatos e candidatas às Eleições Legislativas 2025: “Legislativas 2025: Prioridades para a Justiça Global”

A Plataforma Portuguesa das ONGD, em parceria com o CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG RESEARCH/ISEG/Universidade de Lisboa), a FEC – Fundação Fé e Cooperação e o IMVF – Instituto Marquês de Valle Flôr, tem o prazer de o convidar para o debate “Legislativas 2025: Prioridades para a Justiça Global”, que terá lugar na segunda-feira, 5 de maio de 2025, às 14h00, no Auditório 4, Ed. Novo Quelhas, do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa.
Num ano de eleições legislativas, este debate constitui uma oportunidade para refletir sobre o papel de Portugal na promoção da justiça global e na resposta aos desafios do desenvolvimento sustentável.
O debate reunirá representantes dos partidos com assento parlamentar para discutir propostas sobre o reforço do papel de Portugal na justiça global, incluindo a Ajuda Pública ao Desenvolvimento, a coerência das políticas e a estratégia nacional para o desenvolvimento. Será também uma oportunidade para conhecer as posições dos partidos sobre o papel de Portugal no sistema multilateral e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScx8TPoRQL0Je-M7UnQY4ebs08KoZ0PN6zjrQTUbaHnAif4dQ/viewform
Mais informações sobre o programa serão divulgadas em breve em https://www.plataformaongd.pt/agenda/debate-com-candidatos-legislativas-2025-prioridades-para-a-justica-global
Autor: Plataforma Portuguesa das ONGDs
Imagens: Plataforma Portuguesa das ONGDs/Reprodução


