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CESA

CEsA fará projeção de um dos primeiros filmes moçambicanos do pós-independência, “O vento sopra do Norte”, em 28 de janeiro


 

O vento sopra do Norte

O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) tem a honra de anunciar a projeção de uma das primeiras incursões da produção cinematográfica moçambicana do pós-independência, “O vento sopra do Norte” (José Cardoso, 1987, Ficção, 101 min, português). O filme será exibido com entrada livre no dia 28 de janeiro de 2023, pelas 10h, no ISEG – Lisbon School of Economics and Management (Auditório 2, Entrada pela Rua do Quelhas, nº 6, Piso do Claustro, 1200-781, Lisboa, Portugal).

Seguir-se-à o debate com o cineasta moçambicano Camilo de Sousa e os investigadores do CEsA Joana Pereira Leite e Carlos Nuno Castel-Branco.

O filme será reproduzido em português. Não há registo nem inscrição prévia. A lotação do auditório é por ordem de chegada.

 

Sinopse de “O vento sopra do Norte”

Dois jovens estudantes, Renato e João, discutem do racismo que enfrentam diariamente e das contradições do colonialismo português em Moçambique. Também Zita, jovem empregada de uma loja na cidade, se queixa das discriminações que sofre no trabalho. Os brancos da cidade preocupam-se com os boatos sobre as ações militares dos chamados “terroristas”, os guerrilheiros da luta de Libertação. Nos bairros indígenas temem-se e sofrem-se prisões. O clima dos últimos anos do colonialismo português em Moçambique está cheio de tensões. O Vento sopra do Norte é o vento da libertação.

 

Clique na imagem abaixo para aceder à folha de sala do filme:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”
Urge entender a descolonização como um processo ainda em curso, que é preciso aceitar e integrar na dinâmica social, política, cultural e pessoal. O projeto visa criar um espaço de partilha, aberto e dinâmico, em que possam surgir memórias, narrativas, diálogos e reflexões. Tem coordenação da investigadora Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e curadoria da investigadora e realizadora moçambicana Isabel Noronha e cineasta Camilo de Sousa.

O Ciclo decorrerá em formato cineclube, de janeiro a julho de 2023, com projeções uma vez por mês, sempre ao sábado, onde se pretende debater e refletir sobre os legados e as memórias da descolonização em Moçambique. Cada sessão contará com a presença de artistas envolvidos na realização dos filmes, bem como de investigadores e moderadores indicados pelo CEsA.

Coordenação: Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa)
Curadoria: Isabel Noronha e Camilo de Sousa
Consultoria científica: Joana Pereira Leite (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Ana Mafalda Leite (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa)
Apoio: CEsA/CSG/ISEG/ULisboa

Confira a programação de filmes do Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco” para 2023

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução

Confira a programação de filmes do Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco” para 2023


O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA) convida a todos a darem uma vista de olhos na programação de filmes para 2023 do Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”. As projeções terão lugar uma vez por mês, sempre ao sábado, pelas 10h, no ISEG – Lisbon School of Economics and Management/ULisboa (Auditório 2, Rua do Quelhas nº 6, 1200-781, Lisboa, Portugal).

O Ciclo decorrerá em formato cineclube, de janeiro a julho de 2023, onde se pretende debater e refletir sobre os legados e as memórias da descolonização em Moçambique. Cada sessão contará com a presença de artistas envolvidos na realização dos filmes, bem como de investigadores e moderadores indicados pelo CEsA.

Sobre o Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”
Urge entender a descolonização como um processo ainda em curso, que é preciso aceitar e integrar na dinâmica social, política, cultural e pessoal. O projeto visa criar um espaço de partilha, aberto e dinâmico, em que possam surgir memórias, narrativas, diálogos e reflexões. Tem coordenação da investigadora Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e curadoria da investigadora e realizadora moçambicana Isabel Noronha e do cineasta Camilo de Sousa.

Coordenação: Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa)
Curadoria: Isabel Noronha e Camilo de Sousa
Consultoria científica: Joana Pereira Leite (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Ana Mafalda Leite (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa)
Apoio: CEsA/CSG/ISEG/ULisboa

Programação completa abaixo (clique na imagem para fazer download do ficheiro .pdf)

 

 

CEsA inaugura cineclube “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco”

CEsA fará projeção de um dos primeiros filmes moçambicanos do pós-independência, “O vento sopra do Norte”, em 28 de janeiro

Ciclo de Cinema e Descolonização exibirá em fevereiro o filme “Terra Sonâmbula”, baseado no livro homónimo de Mia Couto

Ciclo de Cinema e Descolonização: Moçambique em foco | 25 de março | A colheita do Diabo | Debate com Brigitte Bagnol (online)

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução

Resiliência em Países Frágeis - uma investigação exploratória em curso

Working Paper 187/2022: Resiliência em Países Frágeis – uma investigação exploratória em curso


Resumo:

Resiliência em Países Frágeis – uma investigação exploratória em curso começou em 2017 quando o diretor de uma direção de serviços do Joint Research Center, na ECAS em Genebra, convidou o Prof. Carlos Sangreman para um estudo exploratório sobre a resiliência na Guiné-Bissau com o título Context specific risk perception and resilience patterns for individuals and communities (urban/non-urban) – the case of people in Guinea-Bissau. O estudo foi efetuado com base no inquérito cujo formulário se inclui neste Working Paper, deu origem ao artigo junto numa revista internacional e a um tema de doutoramento em curso na Universidade de Aveiro. A parceria entre o JRC e o Cesa envolveu ainda o Prof. Alexandre Abreu e a Mestre Jessica Santos, além do Carlos Sangreman. Da parte do JRC estiveram Chistophe Quétel, Guy Bourdin e Ilektra Lemi. Realizou-se um inquérito em todas as regiões e capital do país a 210 famílias, com um piloto prévio a 36 para aperfeiçoar o questionário nessa parceria: projeto Enquêtes de terrain sur la perception du risque et la résilience des ménages en Guinée-Bissau Projet: Ares(2018)2381703 – 04/05/2018. Centre Commun de Recherche (JRC) de la Commission Européenne, Direction E, e o CESA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento da Universidade de Lisboa.

 

Citação:

Sangreman, C., Martins, D., Quetel, C. Abreu, A. e Bourdin, G. (2022). “Resiliência em Países Frágeis – uma investigação exploratória em curso”. CEsA/CSG/ISEG/ULisboa – Documentos de Trabalho nº 186/2022

Novo Working Paper CEsA analisa o processo de construção do Estado e da Nação em Moçambique


analisa o processo de construção do Estado e da Nação em Moçambique O CEsA publicou o primeiro Working Paper de 2022: Estado, Nação e Etnicidades em Moçambique (nº 186/2022), de autoria de Catarina Maquile de Melo, Gaudêncio Material Alves e Mônica Dias Martins. A publicação analisa o processo de construção do Estado e da Nação em Moçambique e examina de forma crítica o processo político em curso no país, à revelia das ideias dominantes nos meios de comunicação, círculos governamentais, empresariais e académicos.

Clique aqui para fazer download do Working Paper nº 186/2022: https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/26272

 

Resumo:

O artigo analisa o processo de construção do Estado e da Nação em Moçambique, cuja população é caracterizada pela diversidade de etnias. A primeira seção apresenta uma reflexão sobre os fundamentos, os principais atores e as ações voltadas para a formação do Estado-nação. Na segunda, discutimos a relação entre o nacionalismo e a ideologia socialista, esta última interpretada no pós-independência como o único caminho que conduziria ao desenvolvimento e à uma sociedade livre de exploração. Com a constituição de 1990, uma nova ordem de liberalização política e económica passou a vigorar. Buscamos examinar de forma crítica o processo político em curso no país, à revelia das concepções dominantes nos meios de comunicação, círculos governamentais, empresariais e acadêmicos. Para efeito, nos apoiamos em pesquisa bibliográfica e documentos oficiais, além de vivências de dois estudiosos que desenvolvem trabalhos em Quelimane, capital da província da Zambézia, na região centro de Moçambique.

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução

Estado, Nação e Etnicidades em Moçambique

Working Paper 186/2022: Estado, Nação e Etnicidades em Moçambique


Resumo:

Os processos de construção do Estado e da nação têm início logo após a independência e estabelecem entre si uma ligação, apesar de que cada um apresenta a sua própria lógica. Enquanto a nação se refere a identidade coletiva, o Estado diz respeito a existência de uma autoridade política de nível central, respeitada por todo o território. Conforme se evidenciou durante o texto, parte significativa da estruturação Estado que surge pós-independência nacional foi fruto de legado colonial português, idealizado pela elite dirigente da FRELIMO e implementado como um projeto de formação do “Homem Novo”, o que ocorreu de forma imperativa e de políticas uniformizadoras. Estado, Nação e Etnicidades em Moçambique analisa o processo de construção do Estado e da Nação em Moçambique, cuja população é caracterizada pela diversidade de etnias. A primeira seção apresenta uma reflexão sobre os fundamentos, os principais atores e as ações voltadas para a formação do Estado-nação. Na segunda, discutimos a relação entre o nacionalismo e a ideologia socialista, esta última interpretada no pós-independência como o único caminho que conduziria ao desenvolvimento e à uma sociedade livre de exploração. Com a constituição de 1990, uma nova ordem de liberalização política e económica passou a vigorar. Buscamos examinar de forma crítica o processo político em curso no país, à revelia das concepções dominantes nos meios de comunicação, círculos governamentais, empresariais e acadêmicos. Para efeito, nos apoiamos em pesquisa bibliográfica e documentos oficiais, além de vivências de dois estudiosos que desenvolvem trabalhos em Quelimane, capital da província da Zambézia, na região centro de Moçambique.

 

Citação:

De Melo, C. M., Material Alves, G. e Martins, M. D. (2022). “Estado, Nação e Etnicidades em Moçambique”. CEsA/CSG/ISEG/ULisboa – Documentos de Trabalho nº 186/2022

The Cost of Juvenile Substance Abuse and Addiction on Households and Communities in Nigeria: Can guidance and counselling be a panacea?

Próxima sessão do CEsA Thinks 2022/2023 abordará o custo do vício de drogas por jovens na Nigéria


The Cost of Juvenile Substance Abuse and Addiction on Households and Communities in Nigeria: Can guidance and counselling be a panacea?

O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e o ISEG – Lisbon School of Economics and Management, da Universidade de Lisboa (ULisboa), convidam para a próxima sessão do Ciclo de Seminários CEsA Thinks 2022/2023: “The Cost of Juvenile Substance Abuse and Addiction on Households and Communities in Nigeria: Can guidance and counselling be a panacea?”. O estudo será apresentado por Bahago Samaila (Veritas University) e o debate será liderado por Vincent Agulonye (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa).

A sessão é aberta ao público e decorrerá no dia 7 de dezembro de 2022, pelas 18h (horário de Lisboa), no ISEG (Sala 104, Francesinhas 2), em Lisboa, e será transmitida por Zoom (aceda aqui: https://us06web.zoom.us/j/87919779125?pwd=cmtENi9lVWxRNjBCdHhXaDdCZ0lHUT09).

Sobre o orador
Bahago Samaila é Professor no Departamento de Fundamentos Educacionais na Veritas University. É doutor e mestre em Orientação e Aconselhamento pela Universidade de Abuja. É pós-graduado em Educação pela Ahmadu Bello University Zaria Kaduna State e bacharel em Teologia pela University of Jos.

 

Sobre o debatedor

Vincent Angulonye é investigador do CEsA (CSG/ISEG/ULisboa). É doutor em Estudos de Desenvolvimento pelo ISEG, Universidade de Lisboa.

 

 

Sobre o CEsA Thinks 2022/2023

O CEsA Thinks visa promover discussões entre pares sobre a atual pesquisa conduzida por investigadores no âmbito do Desenvolvimento, com o objetivo de gerar contribuições e críticas aos trabalhos apresentados. Organizadas pelos investigadores do CEsA Vincent Agulonye e Daniel Adayi, as apresentações do CEsA Thinks 2022/2023 são sempre em inglês.

Próxima sessão do CEsA Thinks: “The Cost of Juvenile Substance Abuse and Addiction on Households and Communities in Nigeria: Can guidance and counselling be a panacea?”
7 de dezembro, 2022
18h – 19h30 (horário de Lisboa)
Presencial na Sala 104 (Francesinhas 2, ISEG, Lisboa), com transmissão online via Zoom (https://us06web.zoom.us/j/87919779125?pwd=cmtENi9lVWxRNjBCdHhXaDdCZ0lHUT09).

Veja a programação completa no cartaz.

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução

As Perspetivas de Cooperação Económica entre Portugal e a China

As Perspetivas de Cooperação Económica entre Portugal e a China


Resumo:

Desenha-se, desde a visita de estado do Presidente Xi Jinping a Portugal em dezembro de 2018, um quadro de relacionamento diplomático entre Portugal e China de grande cooperação em áreas como economia e comércio, investimento e finanças, energia, tecnologia, economia azul, educação e cultura. Dos 17 protocolos de cooperação então assinados entre instituições governamentais e privadas portuguesas e chinesas, um tem particular relevo porque estrutura de uma forma muito significativa o nível de cooperação entre os dois países e o seu enquadramento no novo contexto mundial. Refiro-me ao protocolo de cooperação entre os governos de Portugal e da China, no quadro da Iniciativa Faixa Económica da Rota Seda e da Nova Rota da Seda Marítima do Século XXI. A presença do Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa no “Second Belt and Road Forum for International Cooperation”, que se realizou em Pequim de 25 a 27 de abril 2019, confirma a importância da assinatura desse protocolo e as perspetivas de cooperação económica que este abre, quer no relacionamento bilateral quer multilateral. De acordo com o documento assinado, a visão da multilateralidade dessa cooperação é expressa no que diz respeito a outros países da UE mas implícita na relação com outros países de língua portuguesa, na sua maioria países africanos em desenvolvimento, sendo que a Iniciativa Faixa e Rota (IFR) foca especialmente a conectividade entre países visando objetivos de desenvolvimento sustentado.

 

Citação:

Fernanda Ilhéu (2019), As Perspetivas de Cooperação Económica entre Portugal e a China. O Economista-Anuário da Economia Portuguesa, 32ª Edição, Ordem dos Economistas, ISBN 1646-9909, pp:40-45, Lisboa.

AFRO-PORT lança curta-metragem sobre a afrodescendência em Portugal


3×4 Afroportuguês: Retratos de uma identidade plural

A curta-metragem “3×4 Afroportuguês: Retratos de uma identidade plural” está disponível gratuitamente no canal do CEsA (CSG/ISEG/ULIsboa) no YouTube

Como parte das atividades do ciclo de encerramento do Projeto AFRO-PORT – “Afrodescendência em Portugal: sociabilidades, representações e dinâmicas sociopolíticas e culturais. Um estudo na Área Metropolitana de Lisboa (CEsA/ISEG/ULisboa, FCT/PTDC/SOC-ANT/30651/2017)”, foi lançado, no dia 21 de setembro de 2022, a curta-metragem “3×4 Afroportuguês: Retratos de uma identidade plural” (Nêga Filmes).

Trata-se de um produto audiovisual desenvolvido no âmbito do Projeto do AFRO-PORT, em parceria com a produtora e realizadora Nêga Filmes. O filme aborda, ao longo de 11 entrevistas com personagens diversos, entre eles, mulheres, homens, jovens e idosos, um retrato do que se pensa em Portugal a respeito do conceito de afrodescendência.

Assista abaixo

Sinopse: Um retrato a 3×4 do que se pensa em Portugal a respeito do conceito de afrodescendência.

Ficha Técnica:

REALIZAÇÃO Maíra Zenun PRODUÇÃO EXECUTIVA Stella Zimmerman ROTEIRO Iolanda Évora e Maíra Zenun CONSULTORIA Flávio Almada/Ibc Soldjah PARTICIPAÇÃO Adriano Alves (Portugal), Afonsina Mankenda (Angola/Congo), Bernardo Du (Guiné Bissau), Filomena Brite (Cabo Verde), Flávio Almada (Cabo Verde), Goretti de Pina (São Tomé e Príncipe), Helena Furtado (Cabo Verde/Portugal), Israel Pedro Miguel (Portugal), José Gamboa Andrade (Angola), Maria Emília Gomes Alves (Cabo Verde), Sebastião Bião (Goa/Moçambique) APOIO Fundação para a Ciência e Tecnologia e Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento PRODUÇÃO Nêga Filmes & Produções CO-PRODUÇÃO Projeto AFRO-PORT (Afrodescendência em Portugal).

Projeto AFRO-PORT chega ao fim e deixa legado pioneiro na investigação sobre a afrodescendência em Portugal


O AFRO-PORT, projeto de investigação do CEsA com recursos da FCT, investigou a afrodescendência em Portugal, de 2018 a 2022. O ciclo de encerramento teve lugar no mês de setembro e contou com a apresentação dos resultados do estudo sobre o perfil das organizações de afrodescendentes na Área Metropolitana de Lisboa, além do lançamento de uma edição especial da Revista Portuguese Literary and Cultural Studies e do documentário “3×4 Afroportuguês: Retratos de uma identidade plural”

encerramento do Projeto AFRO-PORT
Mesa de abertura da primeira sessão do ciclo de encerramento do Projeto AFRO-PORT: Sónia Frias (em pé), membro da Direção do CEsA, Inocência Mata (à mesa, à esquerda), co-coordenadora do AFRO-PORT, Iolanda Évora (à mesa, centro), coordenadora do AFRO-PORT, e Aurora Almada e Santos (à mesa, à direita), investigadora do Instituto de História Contemporânea (Universidade Nova de Lisboa)

O ciclo de encerramento do Projeto AFRO-PORT – “Afrodescendência em Portugal: sociabilidades, representações e dinâmicas sociopolíticas e culturais. Um estudo na Área Metropolitana de Lisboa (CEsA/ISEG/ULisboa, FCT/PTDC/SOC-ANT/30651/2017)” teve lugar nos dias 16 e 21 de setembro de 2022, na Câmara Municipal de Lisboa e no Centro Cultural de Carnide, respetivamente. O AFRO-PORT foi um projeto de investigação do CEsA sob coordenação da professora Iolanda Évora (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e com a co-coordenação da professora Inocência Mata (LAC/ULisboa e CEComp/FLUL/ULIsboa), com recursos da FCT, que se destacou como pioneiro na investigação da afrodescendência em Portugal, de 2018 a 2022.

O AFRO-PORT centrou-se na investigação da afrodescendência em Portugal com o objetivo principal de identificar os processos de afirmação para a conquista de direitos. Outros objetivos foram: caracterizar os afrodescendentes da Área Metropolitana de Lisboa no cenário social português, interrogar sobre a emergência dos afrodescendentes como um novo coletivo e o seu estatuto e lugar na sociedade, compreender os mecanismos que excluem os afrodescendentes e, em simultâneo, identificar os processos de conquista de direitos.

Sobre a utilização cada vez mais frequente do termo “afrodescendente” e do conceito de “afrodescendência”, a investigadora do Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e coordenadora do AFRO-PORT, Iolanda Évora, destacou a relevância de se poder acompanhar processos de ancoragem de um conceito ou categoria num determinado contexto social, “pois nem todas as pessoas e grupos designados identificam-se como tal”. “Estamos diante de um fenómeno fluido em processo de enraizamento, o que significa que as perceções estão a ser constituídas enquanto resultado e expressão da sociedade portuguesa na sua diversidade”, explica Évora.

E foi a investigação de um tema em construção e em transformação social em Portugal que deu ao AFRO-PORT o seu carácter inovador e pioneiro. “Não nos apercebíamos, antes de começar esse projeto, que há jovens que nasceram cá e que não dizem que são afrodescendentes; dizem que são africanos de segunda, terceira, quarta geração. Mas, penso: não nasceram cá?! São essas vozes também que queríamos ouvir”, refere Inocência Mata, investigadora do Centro de Estudos Comparativistas (CEComp/FLUL/ULisboa) e co-coordenadora do AFRO-PORT.

Para as coordenadoras do AFRO-PORT, o uso da expressão “afrodescendente” tem vários significados. A partir da pesquisa, aperceberam-se que várias pessoas interrogam-se se não se trata de uma forma atualizada de continuar a não se aceitar o negro como tal na Europa. “Seria o afrodescendente essa nova designação porque não se admite que o negro como tal possa ser um cidadão de direitos no Velho Continente e continue a ser chamado de africano?”, questiona Évora, com base nos depoimentos recolhidos na pesquisa.

Edição especial da Revista PLCS sobre afrodescendência e racismo

Clique na imagem para aceder à revista

A primeira sessão do ciclo de encerramento do Projeto AFRO-PORT teve lugar no dia 16 de setembro de 2022, na Câmara Municipal de Lisboa. O evento consistiu no lançamento da edição especial sobre afrodescendência e racismo da Revista Portuguese Literary and Cultural Studies: dossier “The Open Veins of the Postcolonial: Afrodescendants and Racisms” (clique aqui para aceder). O número temático abarca 17 artigos sobre assuntos diversos, como a presença africana em Portugal desde o século XVI, a autonomia negra em Portugal, a ideia de raça e significados da branquitude, a reformulação do discurso racista e colonialista, etc.

A investigação conduzida no âmbito da revista foi apresentada por Aurora Almada e Santos (Instituto de História Contemporânea/Universidade Nova de Lisboa) e por Inocência Mata. “Essa é a primeira publicação do projeto AFRO-PORT. Nós estivemos dois anos a trabalhar sobre essa revista porque nós queríamos que essa publicação trouxesse uma reflexão mais profunda e menos imediata sobre as temáticas que estávamos a discutir. Queríamos, principalmente, retirar essa ideia que a questão do racismo se aplica apenas aos imigrantes na sociedade portuguesa”, diz Mata.

O evento contou também com a presença e o apoio dos vereadores Beatriz Gomes Dias e Rui Tavares. “É muito importante que a questão afroportuguesa e afrodescendente tenha chegado nas páginas de uma revista tão importante como essa”, elogiou Rui Tavares. “Traz uma perspetiva que desoculta uma vasta gama de discriminações. É muito importante esse olhar porque rompe com os mitos, as definições, o conjunto de hierarquias e contribui para esse combate ao racismo e à discriminação”, completou Beatriz Gomes.

Estudo sobre as associações afrodescendentes em Lisboa e lançamento de curta-metragem

A segunda sessão do ciclo de encerramento do Projeto AFRO-PORT teve lugar no dia 21 de setembro de 2022, no Centro Cultural de Carnide, em Lisboa, consistiu na apresentação dos resultados principais do estudo “Associações Afrodescendentes na Área Metropolitana de Lisboa: Questões em debate” e no lançamento da curta-metragem “3×4. Afroportuguês: Retratos de uma identidade plural” (Nêga Filmes), um produto audiovisual desenvolvido no âmbito do Projeto do AFRO-PORT.

encerramento do Projeto AFRO-PORT
Milan Dezan, bolseira do Projeto AFRO-PORT, apresenta os resultados do estudo sobre o perfil das organizações de afrodescendentes na Área Metropolitana de Lisboa, na segunda sessão do ciclo de encerramento do AFRO-PORT, no dia 21 de setembro de 2022, no Centro Cultural de Carnide

Nesta sessão, a questão das razões do uso do termo foi novamente trazida. Para a co-coordenadora do AFRO-PORT, Inocência Mata, falar de afrodescendência causa uma mistura de sensações e questionamentos, pois ao mesmo tempo em que remete com orgulho a uma ascendência africana, também é uma forma de se evitar a palavra negro. “Hoje, reivindicar ser português afrodescendente é reivindicar uma pertença e ao mesmo tempo uma ancestralidade. Serve também para que as políticas públicas tenham em conta essa discriminação da diferença, e nós precisamos de números para dizer ao Poder que existe racismo estrutural e institucional em Portugal”, conclui Mata.

Em relação ao estudo sobre o perfil das associações, os resultados foram apresentados pela bolseira Mila Dezan (MDCI/ISEG/ULIsboa). Entre eles, destacam-se a representatividade dos afrodescendentes em Portugal, que compreendem um quarto da população portuguesa; e a existência de aproximadamente 140 associações a atuar na Área Metropolitana de Lisboa, mapeadas por tratarem sobre questões ligadas à afrodescendência, mas com apenas 22 delas a identificarem-se propriamente como afrodescendentes.

“Identificamos uma resistência das organizações em se apresentarem como afrodescendentes. Algumas se apresentam como tal, mas são cautelosas na hora de usar o termo de forma oficial”, indicou Dezan. “Isso nos leva a pensar se a denominação tem sido imposta ou se estamos assistindo ao início de uma nova caracterização social que justifica essa resistência. Quais são as vantagens e as desvantagens de se apresentarem como organizações afrodescendentes?”, pontuou.

Nos seus comentários ao estudo, Évora considerou que várias interrogações foram trazidas. “O que essa denominação está a substituir, qual é a conveniência e o benefício que ela traz? Algumas associações usam o termo, por exemplo, quando estão a dialogar com o poder publico. A minha expectativa enquanto cientista social é que essas comunidades apropriem-se e tenham muita clareza sobre o que está sendo dito com esse termo”, destaca Évora.

O encontro foi marcado pelo lançamento da curta-metragem “3×4 Afroportuguês: Retratos de uma identidade plural” (Nêga Filmes), um produto audiovisual desenvolvido no âmbito do Projeto do AFRO-PORT (assista logo abaixo). O filme aborda, ao longo de 11 entrevistas com personagens diversos, entre eles, mulheres, homens, jovens e idosos, um retrato do que se pensa em Portugal a respeito do conceito de afrodescendência.


As atividades, os eventos e notícias sobre o AFRO-PORT seguem disponíveis para consulta no site oficial do projeto (https://cesa.rc.iseg.ulisboa.pt/afroport/).

Para mais informações sobre os projetos do CEsA, aceda ao site oficial https://cesa.rc.iseg.ulisboa.pt/.

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)

Imagens: CEsA/Reprodução

4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África

4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África terá lugar nos dias 28 e 29 de novembro no ISEG


4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África

 

O Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) tem o prazer de anunciar a realização do In Progress – 4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África, que terá lugar nos dias 28 e 29 de novembro de 2022 (14h30-19h no dia 28/11 e 9h30-19h no dia 29/11), no ISEG - Lisbon School of Economics and Management (Rua do Quelhas 6, 4º piso, Anfiteatro 4), em Lisboa, Portugal.

O evento é presencial e a entrada é livre mediante pré-inscrição (clique aqui)

Sobre o In Progress 4

O 4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África é dirigido a estudantes de mestrado e doutoramento e propõe um espaço de reflexão dos estudos sociais sobre a África contemporânea e o seu desenvolvimento. Outro objetivo prende-se com o de identificar quais as áreas temáticas, que ao presente, mais interesse vêm suscitando aos investigadores, a fim de se poder reter a real dimensão do saber, nos vários domínios e matérias.

Comissão Científica: Iolanda Évora (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), João Estêvão (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), Sónia Frias (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Alexandre Abreu (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa).

Comissão Organizadora: Iolanda Évora (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa), Sónia Frias (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e Sílvia Amaral (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa).

 

Conheça o programa (clique na imagem para fazer download do ficheiro .pdf)

4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África

Clique nos nossos modelos de cartazes para fazer download

4º Seminário Internacional sobre Ciências Sociais e Desenvolvimento em África

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagem: CEsA/Reprodução


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Rua Miguel Lupi, nº20
1249-078 Lisboa
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  +351 21 392 5983 

   comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt

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