Arquivo de PALOP - CEsA

PALOP

Women’s Agricultural Production in Guinea-Bissau as a Means of Strengthening Their Identity


Resumo:

O presente artigo resulta do estudo realizado para a Cooperação Suíça na Guiné-Bissau sobre as mulheres horticultoras. A recolha de dados foi efetuada mediante inquéritos e entrevistas conduzidos nas regiões de Bissau, Biombo, Bafatá e Oio, junto de produtoras (incluindo-se igualmente um número restrito de produtores do sexo masculino) de culturas leguminosas, com base numa amostra de 160 indivíduos, selecionados aleatoriamente de um universo de 1063. Para uma adequada interpretação dos resultados, cumpre salientar que este modelo económico revela uma rentabilidade reduzida; contudo, constitui uma atividade que potencia a autonomia das mulheres face aos homens no espaço doméstico, contrariando o autoritarismo masculino vigente, dado que as decisões relativas à utilização dos lucros cabem às produtoras. Este contexto configura ainda um espaço de ação propício à afirmação da identidade social (e não meramente familiar) das mulheres, o que não deverá ser desconsiderado, ainda que, até ao momento, tal se manifeste apenas através da constituição de associações de produtoras. A matriz de dados e o ficheiro de observações qualitativas são propriedade da SWISSAID; todavia, as tabelas delas extraídas poderão ser disponibilizadas a investigadores que as venham a solicitar.

Citação:

Sangreman, C., & Melo, M. (2024). WOMEN’S AGRICULTURAL PRODUCTION IN GUINEA-BISSAU AS A MEANS OF STRENGTHENING THEIR IDENTITY. Ars Educandi, 21. https://doi.org/10.26881/ae.2024.21.05

Circuitos de Comercialização Informal de Produtos Agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de Análise


Resumo:

Este livro analisa os circuitos informais de comercialização de produtos agrícolas na Guiné-Bissau com base numa investigação de terreno realizada em todas as regiões do país. Através de dados quantitativos e qualitativos, o estudo revela estratégias, desafios e lógicas de funcionamento adotadas por vendedores — sobretudo mulheres — que asseguram o abastecimento urbano e a subsistência de milhares de famílias. Com enfoque na economia informal feminina, evidencia práticas de resistência, solidariedade comunitária e exclusão. O livro oferece ainda recomendações para políticas públicas que reconheçam e valorizem este setor vital.

Citação:

Sangreman, C., & Vaz, J. (2025, agosto). Circuitos de comercialização informal de produtos agrícolas na Guiné-Bissau: Relatório de análise. Lisboa: CEsA/ISEG Research/ISEG. ISBN 978-989-54687-7-5

A Framework on Eudaimonic Well-Being in Destination Competitiveness


Resumo:

Esta investigação propõe um enquadramento teórico para o bem-estar eudaimónico na competitividade de destinos turísticos. Esse enquadramento baseia-se no modelo teórico de Ritchie e Crouch (1993, 2000, 2003) e na noção teórica recente de que uma viagem pode influenciar a satisfação com a vida através das experiências dos turistas. Realizámos um estudo qualitativo com base em 34 entrevistas em profundidade com intervenientes-chave do sector do turismo em Cabo Verde, um pequeno Estado insular em desenvolvimento (SIDS) dependente do sector turístico. Os resultados contribuem para identificar fontes específicas de efeitos positivos e negativos que podem influenciar o bem-estar geral de turistas e residentes e, assim, afetar a competitividade global do destino.

Citação:

Sarmento, E. M., Loureiro, S., Mendes, Z., Monteiro, J. M., & Fernandes, S. (2025). A Framework on Eudaimonic Well-Being in Destination Competitiveness. Tourism and Hospitality, 6(3), 135. https://doi.org/10.3390/tourhosp6030135

A Social Science Research Laboratory as a Mixed Methods on Human Rights in a Fragile State: Guinea-Bissau 2014–2024


Resumo:

Este estudo de caso descreve e reflete sobre um processo de investigação original sobre os Direitos Humanos Económicos e Sociais na Guiné-Bissau entre 2014 e 2024. A investigação em direitos humanos é multidisciplinar, com um maior peso da sociologia e da ciência política, uma vez que ambas estão intimamente ligadas através do seu enfoque nas estruturas sociais, nas instituições políticas e nos processos de governação e governo. No entanto, outras áreas como o direito, a história, a psicologia, a psicologia social, a economia e a antropologia também devem ser consideradas na definição de uma metodologia de investigação sobre este tema. O desafio deste estudo de caso é mostrar o que foi feito ao longo de 10 anos na busca de uma metodologia capaz de articular estas disciplinas, com a definição de diferentes amostras, a recolha de dados através de inquéritos presenciais, apresentações de resultados, debates, entrevistas e publicações, bem como a consideração de análises de outros temas colaterais, com o objetivo de produzir uma análise consistente e fundamentada.

O que esperamos partilhar, acima de tudo, são dois aspectos centrais da investigação em geral: em primeiro lugar, a concepção de uma metodologia é uma actividade que assenta numa lógica mais artesanal. Ou seja, deve ser pensada e concretizada com paciência, persistência e grande cuidado face a métodos “pré-formatados”. Em segundo lugar, quanto maior e mais complexo for o problema a investigar e o seu contexto social, mais tempo será necessário para uma investigação que responda de forma coerente e satisfatória às hipóteses formuladas.

São as respostas a estas questões metodológicas, procuradas ao longo dos anos, que esperamos sintetizar e apresentar neste capítulo.

Citação:

Turè, B., Sangreman, C., Faria, R., & Bäckström, B., (2025). A social science research laboratory as a mixed methods on human rights in a fragile state: guinea-bissau 2014–2024. In Sage Research Methods: Data and Research Literacy. SAGE Publications, Ltd., https://doi.org/10.4135/9781036217266

Quo Vadis Turismo


Citação:

Sarmento, E. (2025). Quo Vadis Turismo. In Anuário do Turismo de Cabo Verde: A Consolidação dos Produtos Turísticos – 2025 (pp. 14-15). Praia, Cabo Verde.

Livro de Atas – III EJICPLP África: A ciência para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030


Resumo:

É com grande satisfação que apresentamos, os resultados do 3º Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África realizado, em Luanda, nos dias 27 e 28 de março de 2024. Este evento, que já se consolidou como uma plataforma essencial para a ciência e o desenvolvimento no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reuniu mais de 700 participantes em torno do tema “A ciência para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030” gerando um ambiente fértil de troca de ideias, reflexões e colaborações. Com cerca de 30 oradores, investigadores seniores, expertises e altos representantes institucionais nacionais e internacionais de várias áreas de estudo discutiu-se 8 painéis temáticos, para aprofundar o conhecimento de África e do seu desenvolvimento sustentável nas áreas do Turismo, Energia, Educação, Economia, e da Mulher Africana. Abordou questões cruciais para a erradicação da pobreza, a proteção do meio ambiente e a prosperidade social. Esta edição destacou o papel da ciência na transformação das realidades africanas, refletindo sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no contexto do Sul Global. A importância deste Encontro vai além dos números expressivos de participantes ou das discussões acaloradas que marcaram os dois dias de atividades. O Encontro é um fórum científico único para jovens de toda a CPLP e reúne uma rede vibrante de investigadores em um formato itinerante e inovador. Ele representa o esforço coletivo de jovens investigadores em dar voz a questões que afetam diretamente o desenvolvimento e o futuro dos seus países, fortalecendo o protagonismo científico da juventude da CPLP. Nesta edição foram apresentadas 35 comunicações científicas de jovens investigadores, entre os 65 trabalhos científicos recebidos, através da Call for Papers, selecionados pelo Conselho Científico, composto por 30 professores das diversas Universidades dos países da CPLP. Este livro é mais do que uma simples coletânea de artigos; ele representa a dedicação dos jovens investigadores que trabalham para redefinir o papel da ciência nas suas sociedades. Através das discussões e análises aqui presentes, espera-se inspirar não só novos debates, mas também ações concretas em prol de um desenvolvimento inclusivo e sustentável nos países da CPLP. Com o apoio fundamental do Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA) e de organizações parceiras como o Ministério de Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola e a Felcos Umbria, esta edição também demonstra o valor da colaboração e das parcerias internacionais fucrais para o sucesso deste projeto. Desejamos que estas páginas ofereçam uma perspetiva enriquecedora sobre as contribuições científicas da juventude em língua portuguesa, mas também ações concretas em prol de um desenvolvimento inclusivo e sustentável, nomeadamente, nos PALOP. Acreditamos que este livro seja um marco no caminho para uma ciência mais aberta, colaborativa e transformadora.

Citação:

D’Abril, Cristina Molares e Jessica Falconi (2024). “III EJICPLP África: A ciência para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”. ISBN: 978-989-54687-6-8

Entre eu e Deus by Yara Costa: An Unprecedented Representation of the Island of Mozambique


Resumo:

Este artigo tem como objetivo dissecar o documentário Entre eu e Deus, com o objetivo principal de demonstrar que a realizadora procura desafiar imagens, representações e percepções cristalizadas sobre a Ilha de Moçambique, a identidade cultural moçambicana e o fundamentalismo islâmico, conseguindo alcançar esse propósito. O artigo é composto por duas secções principais. A primeira oferece um breve contexto histórico da Ilha de Moçambique e examina algumas representações visuais que antecedem o documentário em análise. Nesta secção, presto particular atenção ao documentário de Licínio Azevedo sobre a Ilha de Moçambique, considerado um antecedente relevante da obra de Yara Costa. A segunda parte apresenta uma análise detalhada de Entre eu e Deus, demonstrando a representação inédita da Ilha de Moçambique pela realizadora.

Citação:

Falconi, J. (2024). Entre eu e Deus by Yara Costa: An Unprecedented Representation of the Island of Mozambique. Portuguese Studies 40(2), 175-188. https://dx.doi.org/10.1353/port.00014.

The Indian Ocean and the Portuguese-Speaking World: Literary and Cultural Intersections


Resumo:

Partindo do pressuposto de que o Oceano Índico molda novas geografias imaginativas transnacionais, este volume analisa como narrativas visuais e escritas de espaços lusófonos, ou melhor, «lusotópicos» – Portugal, Moçambique, Timor-Leste e Goa – apontam para diálogos críticos produtivos com teorias existentes nos estudos do Oceano Índico. A revisão conceptual e epistemológica apresentada no livro permite o surgimento de diferentes constelações teóricas que não se baseiam apenas na oposição entre colonialidade e condição pós-colonial, nem assentam no conceito de identidade linguística ou nacional, apontando para um conjunto de desenvolvimentos críticos originais no âmbito dos estudos do Oceano Índico.

Citação:

Leite, A., M., Brugioni, E., Falconi, J., Banasiak, M. (2025). The Indian Ocean and the Portuguese-Speaking World. Literary and Cultural Intersections. Oxford, United Kingdom: Peter Lang Verlag. Retrieved Dec 13, 2024, from 10.3726/b17729

Brief Paper 1/2024: Reposicionamento do activismo político e social em Moçambique: Uma análise conjecturando a eclosão de conflitos sociopolíticos


Resumo:

Este Brief Paper fala sobre o reposicionamento do activismo político e social em Moçambique, num contexto massivamente marcado pela participação da cidadania activa nos pleitos eleitorais de 2023, contrariando a tendência dos pleitos passados, na sua maioria marcados por fraco activismo político e social. Neste contexto, este Brief Paper defende o argumento segundo o qual, o reposicionamento está associado ao facto de que a população moçambicana ganhou nova consciência política e social, caracterizadas pela busca da verdade e da autenticidade dos seus governantes. Este reposicionamento inclui igualmente a disposição da população de enfrentar o poder do Estado e acarreta dois domínios de análise com consequências nefastas para o governo moçambicano, respetivamente: domínio doméstico e domínio externo. Isto ocorre porque a população tende a perder medo em relação à repressão levada à cabo através da polícia e dos militares. Além disso, neste reposicionamento se despertou a existência de um conflito latente e vigente entre o actual governo de Moçambique e a geração 1990-2000. Do ponto de vista metodológico, dois instrumentos apoiaram esta análise: técnica bibliográfica e técnica documental. Em termos teóricos, este Brief Paper foi lido à luz da teoria das Necessidades Básicas de Maslow, em conjugação com a teoria de Frustração e Agressão de estudos de conflitos. Por fim, as conjecturas feitas neste Brief Paper indicam que o actual governo da Frelimo perdeu legitimidade aos olhos do povo, sobretudo para a geração 1990-2000. Entretanto, há ainda conjecturas cuja assunção é de que a Frelimo goza de uma legitimidade assente em duas perspectivas de análise, respectivamente: uma perspectiva tradicional e outra perspectiva Institucional. As duas perspectivas se complementam e justificam a permanência da Frelimo no poder.

Citação:

Chisseve, Delton (2024). “Reposicionamento do activismo político e social em Moçambique : uma análise conjecturando a eclosão de conflitos sociopolíticos”. CEsA/CGS – Brief Papers nº 1/2024

Os Actores Não Governamentais na Avaliação: Exemplos práticos em Moçambique e Guiné-Bissau


Resumo:

Esta obra foi concebida de forma específica, no sentido de que primeiro se realizaram as avaliações dos projectos e, só depois destas concluídas, se pensou em publicar um pequeno livro com as mesmas. Ora não tendo havido coordenação nem debate entre a ”lógica de teorização” e a “lógica da prática” da avaliação que se pretendia que os avaliadores utilizassem (algo que teria sido sem dúvida interessante se feito previamente ao exercício de avaliação dos projectos) não foi viável para a publicação refazer alguns aspectos das avaliações para tomar em conta sistematicamente o debate internacional sobre as metodologias seguidas. O livro tem uma parte inicial com um primeiro capítulo de Ana Filipa Oliveira que nos oferece um quadro histórico das ideias sobre avaliação e da sua institucionalização a nível dos diferentes financiadores da Cooperação; um segundo capítulo de Jessica Santos procura analisar as fundações enquanto actor da Cooperação, retomando parte da sua investigação para mestrado. Uma segunda parte contém o capítulo de avaliação executado por David Ávila do projecto “Árvore da Esperança” na Província de Maputo, mais especificamente na Vila da Namaacha na área da produção agrícola com uma componente importante de investigação, bem como do projeto “Ponto por Ponto com Saúde” em Inhambane. Jerusa Costa é a autora do capítulo seguinte onde avalia um conjunto de projectos apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian na área da saúde na Guiné Bissau capítulo termina com um comentário de resposta da ACEP ao exercício de avaliação que Jerusa Santos realizou do projecto “Mulheres e Desenvolvimento: auto-emprego e auto-confiança”. Por último Carlos Sangreman escreve as conclusões e as recomendações, sugerindo a efectiva institucionalização da avaliação no contexto da cooperação não-governamental, através da realização de um projecto-piloto de certificação.

Citação:

Sangreman, Carlos (Coordenação) .(2014). Os actores não governamentais na avaliação : exemplos práticos em Moçambique e Guiné-Bissau. Edição CEsA. Apoio Fundação Calouste Gulbenkian. 2014


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