Partindo de avanços da crítica pós-colonial e dos estudos de globalização, o conceito de nação ou a categoria de nacional têm vindo a perder cada vez mais terreno como formas de compreender e analisar os objectos culturais. No seu lugar, críticos e estudiosos têm vindo a priveligiar uma abordagem transnacional que leva em conta os diversos sistemas de referência pertinentes a qualquer forma de arte além dos específicamente locais. A classificação de filmes segundo linhas nacionais sempre foi um processo arbritário e erróneo. Mais ainda do que outros modos de representação, e em parte devido aos altos custos inerentes à produção e distribuição, os filmes sempre dependeram de parcerias multinacionais para além de subvenções nacionais. Tais parcerias não se limitam a formas externas, já que mesmo em termos de realização, fotografia e elenco, os filmes tendem a empregar vários talentos sem olhar a origens nacionais. No entanto, o uso de fontes multi-nacionais não implica necessáriamente que um filme seja transnacional. Além do mais, muitos filmes, quer sejam documentários ou ficcionais, tentam articular directamente e produzir ideias de nação. Assim, seria igualmente erróneo abandonar todas as referências a imaginários nacionais da análise de filmes. No entanto, a categoria de “nação” é especialmente fraca e até ilusória como ferramenta de classificação. Portanto, os filmes catalogados aqui estão organizados sistematicamente pelo seu tema/conteúdo e não pela nacionalidade do realizador ou origem da produtora.



