{"id":12,"date":"2013-06-04T08:56:19","date_gmt":"2013-06-04T08:56:19","guid":{"rendered":"http:\/\/isctejuniorconsulting.pt\/rota\/?page_id=12"},"modified":"2020-09-15T12:26:21","modified_gmt":"2020-09-15T12:26:21","slug":"cooperacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cesa.rc.iseg.ulisboa.pt\/rotadoescravo\/?page_id=12","title":{"rendered":"Coopera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Munic\u00edpio de Lagos e Centro de Estudos sobre \u00c1frica e Desenvolvimento afinam estrat\u00e9gia para a cria\u00e7\u00e3o do Museu da Escravatura de Lagos<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/cesa.rc.iseg.ulisboa.pt\/rotadoescravo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/m1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-78 aligncenter\" src=\"http:\/\/cesa.rc.iseg.ulisboa.pt\/rotadoescravo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/m1.jpg\" alt=\"m\" width=\"294\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/cesa.rc.iseg.ulisboa.pt\/rotadoescravo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/m1.jpg 816w, https:\/\/cesa.rc.iseg.ulisboa.pt\/rotadoescravo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/m1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><\/a><\/p>\n<p><b>A cerim\u00f3nia de assinatura do Protocolo de Colabora\u00e7\u00e3o entre o Munic\u00edpio de Lagos e o Centro de Estudos sobre \u00c1frica e Desenvolvimento (CEsA) decorreu esta semana nos Pa\u00e7os do Concelho S\u00e9c. XI, em Lagos. Esta iniciativa, destinada ao desenvolvimento do projeto de cria\u00e7\u00e3o do Museu da Escravatura de Lagos, contar\u00e1 com a cria\u00e7\u00e3o de n\u00facleos expositivos, que ser\u00e3o concebidos pela autarquia e pelo Comit\u00e9 Portugu\u00eas do Projeto UNESCO \u201cA Rota do Escravo\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Este protocolo de coopera\u00e7\u00e3o entre estas entidades, cujo texto foi aprovado na Reuni\u00e3o de C\u00e2mara, estabelece as formas de utiliza\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios e equipamentos geridos pelo Munic\u00edpio, designadamente, o pr\u00e9dio designado por \u201cMercado de Escravos\u201d (n\u00facleo 1), bem como o piso 0 do parque de estacionamento do Anel Verde e zona ajardinada adjacente (n\u00facleo 2).<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do executivo municipal, a cerim\u00f3nia contou com as presen\u00e7as da Diretora Regional de Cultura, D\u00e1lia Paulo, do Vice-Presidente da Dire\u00e7\u00e3o do Instituto Superior de Economia e Gest\u00e3o do Centro de Estudos sobre \u00c1frica e Desenvolvimento, Professor Doutor Carlos Eduardo Machado Sangreman Proen\u00e7a, da Presidente do Comit\u00e9 Portugu\u00eas do projeto \u201cA Rota do Escravo\u201d da UNESCO, Professora Doutora Isabel Castro Henriques e do Presidente da Assembleia Municipal de Lagos, Paulo Morgado. Al\u00e9m de outros convidados, marcaram igualmente presen\u00e7a o Arqt.\u00ba Pedro Ravara, respons\u00e1vel pela apresenta\u00e7\u00e3o da primeira proposta de interven\u00e7\u00e3o arquitet\u00f3nica, e um dos artistas convidados que integrar\u00e1 este projeto, L\u00edvio de Morais, assim como v\u00e1rios elementos que integram o grupo de liga\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do Comit\u00e9 Portugu\u00eas para o projeto \u201cA Rota do Escravo\u201d.<\/p>\n<p>Recorde-se que o projeto Museu da Escravatura de Lagos visa atingir dez objetivos (expressos na declara\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Lagos de 16 de dezembro de 2011) dos quais se destacam alguns, designadamente: 1) a requalifica\u00e7\u00e3o arquitet\u00f3nica do paradigm\u00e1tico edif\u00edcio do Mercado de Escravos; 2) a organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o museol\u00f3gico \u2013 n\u00facleo do Mercado de Escravos (exposi\u00e7\u00f5es dos achados arqueol\u00f3gicos e outros associados) e um segundo n\u00facleo no Parque de Estacionamento do Anel Verde (onde funcionar\u00e1 um Centro de Informa\u00e7\u00e3o e Interpreta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica e Arqueol\u00f3gica do local \u2013 Memorial da Escravatura) onde os trabalhos arqueol\u00f3gicos levados a cabo em 2009 revelaram a exist\u00eancia de 155 esqueletos humanos de antigos escravos. Tamb\u00e9m est\u00e1 prevista a publica\u00e7\u00e3o de diversos estudos, quer no que diz respeito ao \u201ccemit\u00e9rio de escravos\u201d, quer sobre a Escravatura no Sul de Portugal, um Roteiro da Rota do Escravo ou ainda a publica\u00e7\u00e3o de brochuras tur\u00edstico-culturais sobre os Lugares de Mem\u00f3ria da Escravatura e do Com\u00e9rcio de Escravos em Lagos.<\/p>\n<p>De acordo com o documento, agora assinado, e para o desenvolvimento do Museu, caber\u00e1 ao Munic\u00edpio o desenvolvimento das obras de adapta\u00e7\u00e3o e arranjos, bem como as a\u00e7\u00f5es de museologia e de museografia adequadas, em colabora\u00e7\u00e3o com o Comit\u00e9 Portugu\u00eas do Projeto UNESCO \u201cA Rota do Escravo\u201d, a\u00e7\u00f5es a implementar no Mercado de Escravos e no Parque de Estacionamento Anel Verde.<\/p>\n<p>Depois de lido e assinado o referido Protocolo, o Arquiteto Pedro Ravara apresentou uma proposta para um poss\u00edvel projeto arquitet\u00f3nico a desenvolver em Lagos tendo em vista a materializa\u00e7\u00e3o do Museu da Escravatura.<\/p>\n<p>Recorde-se que os contactos para a cria\u00e7\u00e3o do Museu da Escravatura em Lagos remontam a 2010, data da assinatura do Protocolo de Colabora\u00e7\u00e3o entre o Munic\u00edpio e a Comiss\u00e3o Nacional da UNESCO visando a cria\u00e7\u00e3o de um Centro UNESCO em Lagos, dedicado \u00e0 abordagem hist\u00f3rica e cultural das rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre Portugal e o Mundo, no passado, e suas representa\u00e7\u00f5es nos tempos de hoje. Este projeto tem, no entanto, ra\u00edzes ainda mais long\u00ednquas que importa recordar: em 1994 a UNESCO lan\u00e7ou um projeto mundial intitulado \u201cA Rota do Escravo\u201d, o qual viria a dar origem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de comit\u00e9s nacionais destinados a desenvolver os programas de a\u00e7\u00e3o definidos na sede, em Paris. Em 1997 era criado o Comit\u00e9 Portugu\u00eas do Projeto UNESCO \u201cA Rota do Escravo\u201d, sob proposta da Professora Doutora Isabel Castro Henriques, ao qual se associou, em 2011 o Centro de Estudos sobre \u00c1frica e do Desenvolvimento (CESA). Ainda em 2011, o Munic\u00edpio declarou o interesse p\u00fablico e municipal na realiza\u00e7\u00e3o do projeto de implementa\u00e7\u00e3o do Museu da Escravatura na cidade hist\u00f3rica e tur\u00edstica de Lagos segundo o programa apresentado pelo Comit\u00e9 Portugu\u00eas do projeto UNESCO \u201cA Rota do Escravo\u201d, autorizando a sua Presidente a contactar potenciais parceiros e mecenas com interesse no desenvolvimento deste projeto.<\/p>\n<blockquote><p>Para o <b>Presidente da C\u00e2mara Municipal de Lagos, J\u00falio Barroso<\/b>, &#8220;<i>\u00e9 importante refor\u00e7ar a import\u00e2ncia deste projeto, tanto mais que se integra no lema ena estrat\u00e9gia de uma marca que h\u00e1 alguns anos Lagos defende \u2013 o de <\/i>\u00abLagos dos Descobrimentos\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>O projeto do Museu da Escravatura \u00e9 o \u201c<i>culminar de anos de trabalho no terreno e investiga\u00e7\u00e3o que acabaram por trazer ao nosso conhecimento informa\u00e7\u00f5es fundamentais para que conhe\u00e7amos ainda melhor a hist\u00f3ria de Lagos. Informa\u00e7\u00f5es estas que s\u00e3o importantes a v\u00e1rios n\u00edveis, nomeadamente o tur\u00edstico<\/i>\u201d, lembrando a prop\u00f3sito que o edif\u00edcio do Mercado de Escravos \u00e9 um dos equipamentos culturais mais visitados do munic\u00edpio. Sempre defendendo que \u201c<i>Lagos pretende fazer jus \u00e0 sua marca e afirmar-se como um destino n\u00e3o s\u00f3 tur\u00edstico, mas tur\u00edstico-cultural<\/i>\u201d, o autarca n\u00e3o mostrou quaisquer d\u00favidas em afirmar que \u201c<i>este projeto trar\u00e1 notoriedade e mais atratividade ao destino Lagos dos Descobrimentos<\/i>\u201d, ainda que tenha deixado claro o facto de que, \u201c<i>infelizmente, a C\u00e2mara Municipal n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es para lan\u00e7ar ou liderar este projeto, dada a atual conjuntura e a necessidade de conten\u00e7\u00e3o de despesas estando por essa raz\u00e3o a contar com as parcerias que a UNESCO consiga alcan\u00e7a<\/i>r\u201d.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Diretora Regional da Cultura, <b>D\u00e1lia Paulo, <\/b>come\u00e7ou por felicitar todos os envolvidos no projeto, enfatizando o facto deste ser \u201c<i>um exemplo de excel\u00eancia no Algarve e no pa\u00eds<\/i>\u201d. Em primeiro lugar \u201c<i>porque ser\u00e1 desenvolvido numa base de multidisciplinaridade (com um grupo de trabalho formado por v\u00e1rios t\u00e9cnicos de diversas \u00e1reas)<\/i>\u201d e por outro lado \u201c<i>porque nasce de uma base s\u00f3lida e j\u00e1 com conte\u00fados resultantes de uma longa investiga\u00e7\u00e3o que nos permite ter a certeza que um projeto deste tipo s\u00f3 faria mesmo sentido em Lagos e n\u00e3o noutro local qualquer<\/i>\u201d, defendeu.<\/p><\/blockquote>\n<p>Deixando a certeza de que a Dire\u00e7\u00e3o Regional de Cultural ir\u00e1 colaborar no que for necess\u00e1rio, D\u00e1lia Paulo terminou a sua interven\u00e7\u00e3o lembrando Sophia de Mello Breyner Andresen com o texto \u201c<i>Navega\u00e7\u00f5es, Descobrimento-Encobrimento<\/i>\u201d.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Por \u00faltimo fez-se ouvir a <b>Presidente do Comit\u00e9 Portugu\u00eas do Projeto \u201cA Rota do Escravo\u201d, Professora Doutora Isabel Castro Henriques<\/b>, come\u00e7ando por afirmar que o projeto do museu \u00e9 um desafio no qual est\u00e1 \u201c<i>totalmente envolvida<\/i>\u201d, tendo sido a pr\u00f3pria, em conjunto com o historiador e investigador Professor Doutor Rui Loureiro, a deixarem o repto \u00e0 C\u00e2mara, h\u00e1 dois anos atr\u00e1s, para que esta abra\u00e7asse este projeto. Isabel Henriques aproveitou a ocasi\u00e3o para recordar que, no que diz respeito aos achados arqueol\u00f3gicos aquando a constru\u00e7\u00e3o do Parque do Anel Verde, em 2009, \u201c<i>estes se traduziram na descoberta do mais antigo \u00abcemit\u00e9rio\u00bb de escravos do mundo e o \u00fanico at\u00e9 agora descoberto na Europa<\/i>\u201d. Al\u00e9m disso, adiantou que este Museu ser\u00e1 o 2\u00ba museu da Europa estritamente subordinado ao tema da escravatura (o 1\u00ba est\u00e1 localizado em Liverpool \u2013 Inglaterra).<\/p>\n<p>\u201c<i>Queremos mostrar ainda mais da hist\u00f3ria de Lagos, que \u00e9 riqu\u00edssima. Queremos dar a conhecer uma s\u00e9rie de vertentes e rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, comerciais e mesmo humanas que existiam neste tempo em que Lagos, e concretamente, o edif\u00edcio do Mercado de Escravos, estaria ligado ao tr\u00e1fico negreiro<\/i>\u201d. Mostrando-se muito entusiasmada com o projeto, a presidente do Comit\u00e9 Portugu\u00eas do Projeto \u201cA Rota do Escravo\u201d deixou a certeza que este \u00e9 um projeto para avan\u00e7ar, tendo j\u00e1 o Comit\u00e9 Portugu\u00eas desenvolvido, no decurso deste percurso, um conjunto de contactos e obtido manifesta\u00e7\u00f5es de apoio e parceria, por parte de artistas pl\u00e1sticos, t\u00e9cnicos lus\u00f3fonos e entidades diversas. \u201c<i>J\u00e1 estamos \u00e0 procura de parceiros, tanto nacionais como internacionais para que o Museu da Escravatura em Lagos seja uma realidade<\/i>\u00bb, afian\u00e7ou.<\/p>\n<p>O projeto continuar\u00e1 a ser estudado, tendo j\u00e1 sido constitu\u00eddo um <b>grupo de liga\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica<\/b>, de acordo com o estipulado no Protocolo, que integra tanto individualidades ligadas ao Comit\u00e9 Portugu\u00eas da UNESCO \u201cRota do Escravo\u201d, bem como dirigentes e t\u00e9cnicos municipais.<\/p>\n<p>A cerim\u00f3nia terminou com uma visita aos locais dos futuros n\u00facleos do Museu da Escravatura \u2013 Edif\u00edcio do Mercado de Escravos, situado na Pra\u00e7a do Infante e Parque de Estacionamento do Anel Verde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Munic\u00edpio de Lagos e Centro de Estudos sobre \u00c1frica e Desenvolvimento afinam estrat\u00e9gia para a cria\u00e7\u00e3o do Museu da Escravatura de Lagos \u00a0 A cerim\u00f3nia de assinatura do Protocolo de Colabora\u00e7\u00e3o entre o Munic\u00edpio de Lagos e o Centro de Estudos sobre \u00c1frica e Desenvolvimento (CEsA) decorreu esta semana nos Pa\u00e7os do Concelho S\u00e9c. 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