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Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 205/2025 investiga as razões para o baixo investimento dos fundos de pensões norte-americanos em entidades africanas

O Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 205/2025, intitulado Obstacles to US Pension Fund Investment in Africa, busca identificar as razões que explicam a ausência de investimento na Africa Finance Corporation, uma instituição financeira multilateral
Apesar de ter uma atração de capital bem-sucedida entre investidores institucionais, a AFC – Africa Finance Corporation não tem conseguido o mesmo efeito junto dos fundos de pensões dos Estados Unidos. Este artigo combina um estudo de caso sobre a AFC, consultas com profissionais e especialistas de nível sénior, e uma revisão da literatura académica e de relatórios do sector, com o objetivo de identificar as razões que explicam a ausência de investimento na AFC e, de forma mais geral, a reduzida proporção de investimentos dos fundos de pensões norte-americanos em entidades africanas.
O Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 205/2025, intitulado Obstacles to US Pension Fund Investment in Africa, indica que os obstáculos institucionais existentes no ecossistema de investimento dos fundos de pensões dos Estados Unidos são, em grande medida, responsáveis pela decisão destes fundos de não investirem na AFC. De forma mais abrangente, os resultados sugerem que rendimentos insuficientes, riscos elevados, oportunidades de investimento limitadas e fraca liquidez estão a dificultar o investimento em África. A publicação é de autoria de Daniel Preston, Professor na Indiana University Bloomington e doutorando em Development Studies no ISEG.
O Working Paper n.º 205/2025 pode ser descarregado neste link: https://cesa.rc.iseg.ulisboa.pt/wp-content/uploads/2025/10/Working-Paper-205_2025.pdf
Resumo:
The Africa Finance Corporation (AFC) has been unable to raise capital from US pension funds despite its success in attracting investment from a diverse range of institutional investors. This article combines a case study of the AFC, consultations with senior-level professionals and experts, and a review of academic literature and industry reports to identify the reasons for the lack of investment in the AFC and the overall small share of investments in African entities by US pension funds. The research indicates institutional obstacles in the US pension fund investment ecosystem are mostly responsible for US pension funds forgoing investment in the AFC. More broadly, the research suggests inadequate returns, elevated risks, unsuitable investment characteristics, limited investment opportunities, higher costs, and poor liquidity are impeding investment in Africa. Efforts by development organizations and governments to accelerate capital market development, improve political and macroeconomic stability, and grow their capacity to deploy risk- sharing mechanisms could help increase US pension fund investment in Africa. US pension funds could benefit from reevaluating their investment policies, considering a larger allocation to fixed income investments abroad, and incentivizing investment consulting firms to build their capacity to provide investment advice for African markets.
Sobre o autor:
Daniel Preston é Professor Convidado e Diretor do Mestrado em Assuntos Internacionais na Paul H. O’Neill School of Public and Environmental Affairs, Indiana University Bloomington. É também doutorando em Development Studies no ISEG.
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Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Clube de Leitura Development Studies sobre Literaturas Africanas | O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo
Clube de Leitura Development Studies sobre Literaturas Africanas
Livro: O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, de Germano Almeida (Cabo Verde)
NOVA DATA: 20 de novembro de 2025 (quinta-feira)
Hora: 18h30
Local: Sala F1-209, ISEG
O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, de Germano Almeida (Cabo Verde)

Quando morreu, o Sr. Napumoceno era um conceituado comerciante do Mindelo. A reputação da sua casa comercial tinha uma correspondência perfeita na sua reputação pessoal – bom, íntegro, sério, sem vícios, rico e respeitado. Mas a leitura das centenas de páginas do seu testamento lançou «uma nova luz sobre a vida e a pessoa do ilustre extinto». Página a página, o leitor vai assistindo à construção de uma personagem fascinante, rica, complexa, contraditória, fortemente enquadrada no pano de fundo que é a sociedade cabo-verdiana.
Este romance de Germano Almeida foi adaptado ao cinema por Francisco Manso, no filme «O Testamento do Sr. Napumoceno».
Prefácio de Paula Tavares
Sobre o Clube de Leitura Development Studies
O projeto visa criar um espaço de diálogo aberto e criativo entre pessoas interessadas em explorar, aprofundar conhecimentos e discutir perceções sobre as Literaturas Africanas. A ideia é trabalhar a literatura produzida em língua portuguesa no âmbito dos países da CPLP e eventualmente alargar a outros autores africanos e da América Latina. Tem coordenação da investigadora Susana Brissos (CEsA/ISEG RESEARCH/ISEG/Universidade de Lisboa) e apoio do CEsA (ISEG RESEARCH/ISEG/Universidade de Lisboa).
Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Entrevista com Michèle Stephenson e Joe Brewster ao Portal Afrolink: “O filme é política. Queremos apoiar um movimento em que os afrodescendentes não implorem para ser vistos”
Leia a entrevista, na íntegra, dos realizadores Michèle Stephenson e Joe Brewster à jornalista Paula Cardoso, do portal Afrolink. A conversa com os autores de documentários premiados foi realizada no âmbito do projecto “Democracy in Action” (DiA), que está a ser desenvolvido por um consórcio europeu, integrado, em Portugal, pelo CEsA/ISEG Research/ISEG, Universidade de Lisboa. Em Lisboa, mais do que darem a conhecer o seu trabalho, exibido em sessões de cinema no Centro Cultural Cabo Verde, e no espaço Mbongi 67, Michèle e Joe conduziram uma formação intensiva em vídeo-documentário, exclusivamente dirigida a videomakers africanos e afrodescendentes. A experiência, que o Afrolink seguiu de perto, como parceiro do DiA, cumpre um dos propósitos maiores da dupla de cineastas: apoiar, local e globalmente, projectos de criadores negros emergentes.
Continue a leitura no site do Afrolink: https://www.afrolink.pt/historias/michele-stephenson-e-joe-brewster-querem-apoiar-movimento-afrodescendente-no-cinema
CEsA integra novo projecto de investigação sobre as representações do islão na literatura e nas artes visuais de Moçambique
O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (ISEG Research/ISEG, Universidade de Lisboa) associa-se a um projecto de investigação em parceria com o CEA – Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique). Intitulado O Oceano Índico como Horizonte Criativo: Representações do islã na literatura e nas artes visuais de Moçambique, o projecto será desenvolvido pela Doutora Fernanda Gallo (CEsA/ISEG Research), no âmbito do seu Pós-Doutoramento, sob a supervisão do Professor Doutor Chapane Mutiua (CEA/UEM). Esta investigação integra a Chamada Pública MCTI/CNPq nº 16/2024 – Apoio a Projetos Internacionais de Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação (Faixa 2: Projeto individual).
O Oceano Índico como Horizonte Criativo pretende mapear e analisar obras literárias e visuais produzidas em Moçambique no pós-independência e cujos processos criativos dialogam com uma perspetiva índica e, em especial, evocam uma representação do islão – entendido como um milenar catalisador de trânsitos culturais, comerciais e religiosos na costa oriental africana (Dasgupta e Pearson, 1987; Hofmeyr, 2018) – incluindo a disseminação de circuitos transregionais de escrita não eurófona (Bonate, 2016; Mutiua, 2014, 2015; Mutiua e Vierke, 2020, 2022). Embora o islão seja professado por cerca de 45% da população africana e 18% entre os moçambicanos, suas representações literárias e artísticas seguem pouco investigadas, como uma espécie de ‘bordado oculto’ (Leite, 2020), o que abre espaço para a exploração académica do tema. A investigação proposta procura, assim, integrar-se nas discussões sobre o Índico enquanto “unidade de análise” (Bose, 1998), “lugar de criação do mundo e topografia da memória” (Leite, 2018), “metáfora visual” (Fendler, 2018) e “arquivo líquido” (Vergès, 2003; Falconi, 2013; Brugioni, 2019).
A participação do CEsA neste projecto reforça a desejada internacionalização das parcerias com outros centros de referência sobre África e contribui para a inovação científica no domínio dos Estudos Africanos.
Leia mais:
CEsA integra novo projecto de investigação sobre arquitectura, colonialismo e trabalho em África
Autoria: Comunicação CEsA (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) com informações da Doutora Fernanda Gallo
Imagem: Reprodução
#DemocracyinAction: African and afro-descendant videomakers take part in intensive workshop on Storytelling, Narratives and Power
Foi lançado o site oficial do projecto internacional #DemocracyinAction: Grassroots Culture, Arts and Cultural Spaces for Political Participation and Expression Online and Offline in a Resilient Europe. O projecto é coordenado pelas Professoras Doutoras Sara Brandellero (Universidade de Leiden) e Kamila Krakowska Rodrigues (Universidade de Leiden e CEsA) e financiado pelo programa Horizon Europe no valor de 3 milhões de euros, no âmbito do Cluster Cultura, Criatividade e Sociedade Inclusiva. O CEsA, sob a coordenação das Professoras Doutoras Iolanda Évora e Jessica Falconi, liderará o Work Package sobre Raça, Etnicidade e Participação Cívica, com foco nas produções culturais e artísticas e nos espaços criados por comunidades afrodiaspóricas, identificadas pela sua pertença étnico-racial. Tomando como estudo de caso experiências da afrodiáspora, a investigação também inclui as produções da comunidade cigana, em Portugal, e da comunidade de origem marroquina em Espanha.
Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
Torne-se parceiro da exposição itinerante ‘Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário’ e contribua para levar este debate a novos públicos
A exposição ‘Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário. O Colonialismo Português em África: Mitos e Realidades’, patente ao público até 2 de novembro de 2025 na maior sala de exposições temporárias do Museu Nacional de Etnologia (Lisboa). convida para uma profunda reflexão e desconstrução dos mitos sobre o colonialismo português em África nos séculos XIX e XX, visando a renovação do conhecimento sobre a questão colonial

A exposição Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário. O Colonialismo Português em África: Mitos e Realidades, patente no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa, até 2 de novembro de 2025, foi adaptada para um formato acessível e pedagógico, composto por 30 painéis temáticos, acompanhados de uma brochura.
A mostra itinerante Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário apresenta imagens e textos que contextualizam historicamente o fenómeno colonial e contribuem para a descolonização do imaginário, promovendo uma renovação do conhecimento sobre a questão colonial portuguesa.
A coleção está disponível em duas versões, uma em português e outra em inglês, podendo ser fornecida temporariamente e sem custos a entidades parceiras, mediante pedido por e-mail, para o endereço cesa@cesa.iseg.ulisboa.pt.
Junta-te a esta iniciativa e torna-te um parceiro deste projecto!
O projeto foi concebido e coordenado pela Professora Doutora Isabel Castro Henriques para celebrar os 50 anos do 25 de Abril, sublinhando a importância de revisitar, refletir e compreender a história do colonialismo português em África nos séculos XIX e XX para construir um futuro mais inclusivo. É co-organizado pelo CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento e pelo Museu Nacional de Etnologia, com apoio da Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril.
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Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução
