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CESA

ALFABETO DA COOPERAÇÃO NA UNIVERSIDADE DE AVEIRO


Biblioteca da UA – Sala Hélène de Beauvoir – De 12 a 27 de Fevereiro

O Alfabeto da Cooperação – Conceitos, Histórias, Imagens é uma obra colectiva que convida à reflexão crítica sobre temas actuais relacionados com a Cooperação para o Desenvolvimento. Reunindo contributos de académicos, jornalistas, activistas, profissionais da Cooperação para o Desenvolvimento e artistas visuais (da fotografia à ilustração), o catálogo / exposição cruza diferentes reflexões e experiências, dando corpo à diversidade de olhares, práticas e debates que atravessam a Cooperação na actualidade.

Após a apresentação em Lisboa, o Alfabeto da Cooperação – conceitos, histórias, imagens segue viagem pelo país e a primeira paragem é a Universidade de Aveiro. A exposição que reúne os textos e imagens de conceitos relacionados com a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento está patente nas Bibliotecas da Universidade de Aveiro,  sala Hélène de Beauvoir, até 27 de Fevereiro.

Inauguração | Mesa-redonda:  19 de fevereiro, pelas 17:30

 A exposição será inaugurada, seguida de uma mesa-redonda e será pretexto para debater o papel e os desafios da Cooperação Portuguesa.

Nota de Pesar: Falecimento de Maria Paula Meneses


Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA/ISEG-ULisboa) manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento de Maria Paula Meneses, investigadora coordenadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC), referência incontornável nos estudos pós-coloniais e nas Epistemologias do Sul.
Ao longo do seu percurso académico e científico, Maria Paula Meneses destacou-se pela produção de conhecimento rigoroso e comprometido com a justiça cognitiva, o diálogo entre saberes e a crítica das heranças coloniais, deixando uma marca duradoura na investigação e no debate público.
O CEsA recorda, com particular gratidão, a forma generosa como prestigiou a nossa comunidade com a sua presença em pelo menos duas ocasiões: num colóquio organizado no âmbito do projeto Nação e Narrativa Pós-colonial e, mais tarde, como comentadora do Ciclo “Cinema e descolonização”, momentos que enriqueceram o pensamento coletivo e aprofundaram diálogos decisivos para o nosso trabalho.
Neste momento de tristeza, endereçamos à família, às amizades, às/aos colegas do CES/UC e a todas as pessoas e instituições que com ela partilharam caminhos de investigação e de vida, as nossas mais sentidas condolências.

IV Conferência de Jovens Investigadores da CPLP-África – Inscrições Abertas


A IV Conferência de Jovens Investigadores de Língua Portuguesa (IV EJICPLP África) com o tema Diversidade Cultural, Inovação Digital e Saberes Ancestrais: Construindo futuros sustentáveis em África” é uma iniciativa internacional que visa fortalecer a excelência científica e fomentar a liderança juvenil no espaço da CPLP. Representa um marco na consolidação de uma comunidade científica jovem, criativa e colaborativa, promovendo uma investigação crítica, inovadora e socialmente relevante, reforçando a cooperação científica e cultural para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. A quarta edição reafirma o compromisso com o enraizamento do diálogo científico nos contextos endógenos africanos, num gesto simbólico e estratégico que valoriza as vozes locais, promove a inclusão de investigadores africanos na comunidade científica internacional e contribui para o desenvolvimento de soluções sustentáveis, inclusivas e inovadoras para os desafios contemporâneos do continente.

A próxima edição do EJICPLP terá lugar em 2026 em Maputo (Moçambique).

O evento é organizado pela Associação EJICPLP África, o   CEsA/ISEG Research e em colaboração com a UNESCO, a Universidade Eduardo Mondlane, a Felcos Umbria e tendo como parceiros o Ministério da Educação e Cultura de Moçambique,  a OWSD, a Universidade Joaquim Chissano, a Universidade Católica de Moçambique entre outras instituições académicas e culturais da CPLP.

 O CEsA – Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento da Universidade de Lisboa, a OWSD, a Universidade Joaquim Chissano, a Universidade Católica de Moçambique entre outras instituições académicas e culturais da CPLP, trabalham para que esta edição possa reforçar o compromisso com a valorização das vozes africanas, a cooperação científica Sul-Sul e o reconhecimento dos saberes locais como pilares para a construção de futuros equitativos e sustentáveis.

IV Conferência de Jovens Investigadores da CPLP-África –  Inscreva-se aqui

A Programação do evento já está disponível – Carregue aqui

Para mais informações consulte o site do evento: https://www.encontrojovensinvestigadorescplp.org/ 

ALFABETO DA COOPERAÇÃO: CONCEITOS, HISTÓRIAS, IMAGENS | Primeira Apresentação Pública


Ontem, dia 18 de dezembro, realizou-se a primeira apresentação pública do ALFABETO DA COOPERAÇÃO – CONCEITOS, HISTÓRIAS, IMAGENS, na sede da ACEP, em Lisboa, que contou com a participação da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ana Isabel Xavier, da Deputada Elza Pais, Vice-Presidente da Comissão Especializada de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, e o nosso Professor e Investigador Carlos Sangreman, com moderação do jornalista da RTP João Rosário.

Estiveram também presentes diversos autores e autoras que “emprestaram” a sua visão sobre conceitos relacionados com a Cooperação Internacional, neste Alfabeto.

Esta é a primeira apresentação pública, antes de iniciar um périplo pelo país, de Norte a Sul, ao longo de 2026 (datas em breve).

A iniciativa reúne 26 conceitos-chave ligados á Cooperação para o Desenvolvimento, apresentados através de múltiplas interpretações de investigadores, jornalistas, ilustradores e fotógrafos de Portugal, da Europa e dos países parceiros da Cooperação Portuguesa. O catálogo contou com o apoio financeiro do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

A exposição estará patente na sede da ACEP (Rua de S. Bento 222, em Lisboa) até final de Janeiro de 2026.

 

Agradecemos a todos os participantes, que tornaram esta iniciativa tão enriquecedora.

📢 Alfabeto da Cooperação – Conceitos, Histórias, Imagens já disponível online https://drive.google.com/…/1Gc2UMZZR9hmkYcFHXHv…/view…

Livro Recomendado


É com grande satisfação que o CEsA informa que o livro “ Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário. O colonialismo português em África: mitos e realidades ( séculos XIX e XX)”, publicado pelas Edições Colibri, dirigido e coordenado pela professora Doutora Isabel Castro Henriques, que acompanha a exposição com o mesmo título, que se encontra patente ao  público no Museu Nacional de Etnologia (MNE) em Lisboa, desde Outubro de 2024 e até 29 de março de 2026, foi selecionado para integrar a lista dos livros recomendados no 2.º semestre de 2025 pelo Plano Nacional de Leitura de 2025.

Esta obra de 342 páginas, apoiada pelo CEsA e pelo MNE, reúne textos de 27 investigadores portugueses e africanos e inclui igualmente um vasto conjunto de documentos iconográficos legendados, bem como reproduções fotográficas dos objectos da arte africana apresentados na mostra expositiva do Museu.

Para mais informações, clique: aqui

Imagem: Reprodução

TransatlanticLab – CEsA integra ao consórcio de universidades e instituições da Europa, África e Caraíbas em projecto Horizon Europe para investigar os legados do colonialismo


A nossa Investigadora Professora Doutora Iolanda Évora, juntou-se a um consórcio com universidades e instituições da Europa, África e Caraíbas para desenvolver o projeto de investigação TransatlanticLab-101235830, HORIZON-MSCA-2024-SE-01, que visa examinar, a partir de uma perspetiva material, as dinâmicas coloniais e pós-coloniais entre África, Europa e América desde o século XVI até à atualidade. Em representação ao CEsA/ISEG Research/ISEG/Universidade de Lisboa, integrará as equipas do bloco de instituições portuguesas, cabo-verdianas e são-tomenses.

Leia mais: El Instituto de Historia lidera un proyecto europeo para analizar las huellas del colonialismo | Centro de Ciencias Humanas y Sociales (csic.es)

 

Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 207/2025 examina o contributo da TICAD para a Cooperação Sul-Sul e Triangular em África


O Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 207/2025, intitulado The Historical Constraints of Africa South-South Cooperation: 30 years of TICAD through the lenses of South-South-Triangular Cooperation, analisa as três décadas desde a Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD) e o seu papel para reduzir a marginalização de África e a sua dependência da ajuda

O legado da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD) e a sua contribuição para a promoção de mudanças estruturais no desenvolvimento em África através da Cooperação Sul-Sul e Triangular são as conclusões do novo Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 207/2025, intitulado The Historical Constraints of Africa South-South Cooperation: 30 years of TICAD through the lenses of South-South-Triangular Cooperation.

Da autoria de Pedro Miguel Amakasu Raposo de Medeiros Carvalho, professor na Kansai University (Osaka, Japão) e investigador do CEsA/ISEG Research, o artigo recorre a uma abordagem qualitativa e cronológica e a uma análise cruzada de relatórios, documentos e literatura secundária, aproximadamente de 1960 a 2022, para compreender o significado conceptual da Cooperação Sul-Sul e Triangular, entender as razões históricas pelas quais esta modalidade não avançou em África, e examinar o contributo da mesma ao longo de três décadas da TICAD para reduzir a marginalização de África e a sua dependência da ajuda.

O Working Paper n.º 207/2025 pode ser descarregado neste link: https://cesa.rc.iseg.ulisboa.pt/wp-content/uploads/2025/10/Working-Paper_207-2025_Final.pdf

 

Resumo:

Baseando-se nos conceitos de autossuficiência e auto-ajuda, este artigo contribui para a literatura sobre a cooperação Sul-Sul e Triangular, primeiro para compreender o seu significado conceptual; em segundo, entender as razões históricas pelas quais a cooperação sul-sul não avançou em África; e terceiro, examina o contributo da cooperação triangular ao longo de três décadas da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD) para reduzir a marginalização de África e a sua dependência da ajuda. Com recurso a uma abordagem qualitativa e cronológica e a uma análise cruzada de relatórios, documentos e literatura secundária, aproximadamente de 1960 a 2022, concluímos que o papel do TICAD não só contribuiu para mudanças estruturais no desenvolvimento em África através da agenda sul-sul e cooperação triangular, como também redefiniu o paradigma da assistência ao desenvolvimento com base nos princípios do TICAD, tornando-se assim parte da Agenda Global para o Desenvolvimento

 

Sobre o autor:

Pedro Miguel Amakasu Raposo de Medeiros Carvalho é professor na Kansai University (Osaka, Japão) e investigador do CEsA/ISEG Research.

 

Clique aqui e consulte toda a Coleção de Working Papers do CEsA

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução

Working Paper 207/2025: The Historical Constraints of Africa South-South Cooperation: 30 years of TICAD through the lenses of South-South-Triangular Cooperation


Resumo

Baseando-se nos conceitos de autossuficiência e auto-ajuda, este artigo contribui para a literatura sobre a cooperação Sul-Sul e Triangular, primeiro para compreender o seu significado conceptual; em segundo, entender as razões históricas pelas quais a cooperação sul-sul não avançou em África; e terceiro, examina o contributo da cooperação triangular ao longo de três décadas da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD) para reduzir a marginalização de África e a sua dependência da ajuda. Com recurso a uma abordagem qualitativa e cronológica e a uma análise cruzada de relatórios, documentos e literatura secundária, aproximadamente de 1960 a 2022, concluímos que o papel do TICAD não só contribuiu para mudanças estruturais no desenvolvimento em África através da agenda sul-sul e cooperação triangular, como também redefiniu o paradigma da assistência ao desenvolvimento com base nos princípios do TICAD, tornando-se assim parte da Agenda Global para o Desenvolvimento.

Citação

Amakasu Raposo de Medeiros Carvalho, Pedro Miguel (2025). “The Historical Constraints of Africa South-South Cooperation: 30 years of TICAD through the lenses of South-South-Triangular Cooperation”. CEsA/ISEG Research – Documentos de trabalho nº 207/2025

Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 206/2025 propõe modelo para compreender a dependência dos atores envolvidos na estratégia Global Gateway da União Europeia


O Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 206/2025, intitulado Multiplexing Corporate Power: Navigating corporate autonomy in the EU Global Gateway, apresenta o quadro conceptual de “multiplexação de força geoeconómica” para explicar como as corporações processam inputs públicos através de dimensões geográficas, sectoriais, temporais e de rede

As dinâmicas de dependência entre corporações e os diversos atores envolvidos nos projetos da iniciativa Global Gateway, da União Europeia, bem como o impacto dessa relação no alcance de objetivos geoeconómicos, são o foco do novo Working Paper CEsA/ISEG Research n.º 206/2025, intitulado Multiplexing Corporate Power: Navigating corporate autonomy in the EU Global Gateway.

Da autoria de Luís Pais Bernardo, investigador do CEsA/ISEG Research, o estudo analisa três projetos emblemáticos — Corredor do Lobito (Angola), BRT de Dakar (Senegal) e Cidade Industrial Marítima de Lumut (Malásia) — a partir dos quais desenvolve um quadro conceptual inovador que explica como as corporações processam inputs públicos em diferentes dimensões: geográfica, sectorial, temporal e de rede.

Com base nessas interações, o autor identifica quatro “perfis de multiplexador”: autónomo (alta alavancagem, baixa dependência), dirigido (alta alavancagem, alta dependência), limitado (baixa alavancagem, alta dependência) e oportunista (baixa alavancagem, baixa dependência). O estudo mostra ainda que, ao delegar a implementação da iniciativa em atores corporativos, a UE cria bloqueios dependentes de trajetória que podem redirecionar ou comprometer os objetivos originais da Global Gateway.

O Working Paper n.º 206/2025 pode ser descarregado neste link: https://cesa.rc.iseg.ulisboa.pt/publicacoes/working-paper-206-2025-multiplexing-corporate-power-navigating-corporate-autonomy-in-the-eu-global-gateway/

 

Resumo:

A iniciativa Global Gateway da EU depende de corporações para alcançar objetivos geoeconómicos, criando dependência estrutural de atores com capacidade autónoma de transformação. Analisando documentos oficiais e três projetos emblemáticos (Corredor do Lobito em Angola, BRT de Dakar no Senegal e Cidade Industrial Marítima de Lumut na Malásia), desenvolvo um quadro conceptual de “multiplexação de força geoeconómica” que explica como as corporações processam inputs públicos através de dimensões geográficas, sectoriais, temporais e de rede. Quatro “perfis de multiplexador” emergem da interação entre alavancagem e dependência de patrono: autónomo (alta alavancagem, baixa dependência), dirigido (alta alavancagem, alta dependência), limitado (baixa alavancagem, alta dependência) e oportunista (baixa alavancagem, baixa dependência). A EU enfrenta tensão inerente: canalizar prioridades através de corporações de alta alavancagem convida menor dirigibilidade, enquanto atores mais dependentes carecem de capacidade transformadora. Delegar implementação a atores corporativos cria bloqueios dependentes de trajetória que podem redirecionar ou minar objetivos originais.

 

Sobre o autor:

Luís Pais Bernardo é investigador do CEsA/ISEG Research. Atua nas áreas de Ciências Sociais com ênfase em Ciências Políticas.

Clique aqui e consulte toda a Coleção de Working Papers do CEsA

 

Autor: Comunicação CEsA (comunicacao@cesa.iseg.ulisboa.pt)
Imagens: CEsA/Reprodução

Working Paper 206/2025: Multiplexing Corporate Power: Navigating corporate autonomy in the EU Global Gateway


Resumo

A iniciativa Global Gateway da EU depende de corporações para alcançar objetivos geoeconómicos, criando dependência estrutural de atores com capacidade autónoma de transformação. Analisando documentos oficiais e três projetos emblemáticos (Corredor do Lobito em Angola, BRT de Dakar no Senegal e Cidade Industrial Marítima de Lumut na Malásia), desenvolvo um quadro conceptual de “multiplexação de força geoeconómica” que explica como as corporações processam inputs públicos através de dimensões geográficas, sectoriais, temporais e de rede. Quatro “perfis de multiplexador” emergem da interação entre alavancagem e dependência de patrono: autónomo (alta alavancagem, baixa dependência), dirigido (alta alavancagem, alta dependência), limitado (baixa alavancagem, alta dependência) e oportunista (baixa alavancagem, baixa dependência). A EU enfrenta tensão inerente: canalizar prioridades através de corporações de alta alavancagem convida menor dirigibilidade, enquanto atores mais dependentes carecem de capacidade transformadora. Delegar implementação a atores corporativos cria bloqueios dependentes de trajetória que podem redirecionar ou minar objetivos originais.

Citação

Pais Bernardo, Luís (2025). “Multiplexing Corporate Power: Navigating corporate autonomy in the EU Global Gateway”. CEsA/ISEG Research – Documentos de trabalho nº 206/2025


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